Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 18/09/2019
Durante o terrível holocausto alemão, o nazismo ficou conhecido pela, também, implantação da eugenia. Tal prática era utilizada para, no momento em que houvesse o nascimento de deficientes, o governo poderia matar o recém-nascido, o que anulava qualquer chance de introdução do indivíduo especial em seu meio. Para além do fato histórico, percebe-se que, no Brasil, os portadores de necessidades especiais ainda encontram dificuldades para conseguir sua inclusão na sociedade.. Sendo assim é necessário haver a capacitação profissional, nas escolas, para atender essa gama, além de urgir a desconstrução de estereótipos que limitam o processo.
A princício, é válido ressaltar que um importante passo para incluir deficientes no cotidiano ordinário brasileiro é a capacitação profissional de atuantes do setor educacional. Nessa perspectiva, é visto que, caso haja melhor treinamento de professores, por exemplo, de como esses devem proceder no ensino ao presenciar um deficiente sob sua responsabilidade em sala, haverá maior facilidade ao implantar esses indivíduos no civil ambiente de convivência. Nesse contexto, deve-se relacionar tal ideia ao que o intelectual Pierre Bourdieu afirmava: “a escola é uma legitimadora de desigualdade social”. Nesse viés, o pensador expunha que, ao negligenciar limitações físicas ou mentais, tal instituição falha em seu papel de introduzir esse civil em seu meio e confirma uma desigualdade que assim perpetuará.
Ademais, de acordo com a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, os cidadãos devem possuir igualitárias oportunidades e uniforme garantia de direitos, para, só assim, haver a concretização de uma democracia. Entretanto, nota-se que tal ideal democrático não pode ser alcançado se ainda houver preconceitos e estereótipos contra o portador de necessidades especiais, os quais vendem uma imagem de que tal ser social não possui utilidade para exercer funções em seu meio. Dessa forma, urge maior conscientização popular para que o Estatuto da Pessoa com Deficiência seja cumprida e a posterior inclusão desses seja efetivada. Logo, ao diminuir tal problemática, a tese de Pierre Bourdieu será, felizmente, assimilada e desconstruída, o que dará a oportunidade de inclusão do portador.
É mister, portanto, que haja concretização das alternativas que incluam os indivíduos especiais na sociedade brasileira. Para isso, o Ministério da Educação (MEC) deve, por meio da destinação de verbas às escolas, promover a capacitação de profissionais na temática e a desconstrução de preconceitos estereotipados pela conscientização popular. A partir disso, ambos serão feitos pela contratação de pedagogos e profissionais da sáude, que informem aos funcionários da instituição (professores e coordenadores) qual a correta forma de conduzir o ensino a esses necessitados, buscando também descontruir os estereótipos. Tudo isso a fim de ir ao encontro da ideia de Aquino.