Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 09/10/2019
Na Grécia antiga, berço da democracia ocidental, pessoas com necessidades especiais eram consideradas inválidas, os direitos básicos de cidadão como o voto e até o direito à vida se tornavam obsoletos. Na atualidade a luta pela inclusão dessas pessoas é contínua, uma vez que a Constituição do Brasil assegura tratamento igualitário àqueles pertencentes a nação. Entretanto, fatores como a falta de capacitação profissional dessas pessoas, mas também a falta de infraestrutura coletiva no país agravam ainda mais segregação social.
A priori, a sociedade capitalista atual demanda profissionais padrão que exerçam sua profissão de maneira excepcional. Nesse sentido, a ideia de inserir pessoas com necessidades especiais nas empresas é incômoda, uma vez que a falta de capacitação profissional, advinda de má experiência escolar, resulta em menos inserção no mercado de trabalho. De acordo com o Portal G1, apenas 7% dos deficientes tem o ensino superior completo e mais de 79% não tem capacitação, promovendo o desemprego.
A posteriori, o art. 5º Constituição Brasileira garante o direito de ir e vir ao cidadão livre, porém a falta de infraestrutura dos centros sociais dificulta a condição de acesso aos deficientes físicos. As praças e as escolas não são adaptadas corretamente para atender essas necessidades, uma vez que o governo não investe e nem torna plausíveis as normas de acessibilidade urbana, como a NBR 9050 (Norma Brasileira 9050). Desse modo a vida do cidadão é afetada negativamente, já vez que não é capaz de se usufruir dos bens comuns de forma igualitária.
Destarte, a partir dos argumentos supracitados, medida exequíveis devem ser tomadas para favorecer a inclusão social de deficientes. Primeiramente, cabe ao Ministério da Justiça, criar cotas, como vagas exclusivas nas empresas e o oferecimento de capacitação gratuita, a fim de estimular essas pessoas ao ingresso no mercado de trabalho. Cabe também ao governo, através de verbas, reformar os espaços públicos seguindo as normas de acessibilidade, em favor do uso seguro e coletivo.