Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 31/10/2019

Segundo John Locke, filósofo inglês do século XVII, é dever do Estado garantir e expandir os direitos a todos os cidadãos. Com isso, apesar do pouco investimento do governo federal, o esporte apresenta-se como uma das melhores alternativas para a inclusão social aos portadores de necessidades especiais no país. Nesse sentido, convém analisar as principais causas, consequências e possível medida para reduzir essa problemática.

Primeiramente, o Brasil ficou em primeiro lugar no quadro de medalhas no Parapan-Americanos 2019, jogos esportivos para portadores de necessidade especiais, de acordo com o portal de notícias G1. Esse fato, que é extremamente positivo, demonstra que muitas pessoas que estão nessa condição encontram no esporte a melhor saída para combater os problemas sofridos e o preconceitos ocorridos em seu cotidiano.

No entanto, em contramão ao pensamento do filósofo inglês, o esporte paraolímpico recebe somente a metade do investimento comparado aos olímpicos no país, conforme uma reportagem do canal televisivo Globo News. Essa realidade é inadmissível, visto que, não só pelo alto desempenho dos atletas, mas também pela realização pessoal desses indivíduos, essa modalidade transforma a vida de uma grande parcela da população, que muitas vezes encontravam-se desmotivadas.

Dessa forma, a fim de seguir os ideais de John Locke e expandir a inclusão social de portadores de necessidades especiais, o governo federal, por meio do Ministério da Cidadania, órgão responsável pela Secretaria do Esporte, deve ampliar o investimento nos esportes paraolímpicos, com financiamento de bancos e empresas públicas, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, aos cidadãos que necessitam dessa ajuda financeira para prosseguir na atividade esportiva. Essa atitude, consequentemente, permitiria que essas pessoas pudessem estar melhor incluídas na sociedade brasileira.