Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 08/05/2020

O filme “The Fundamentals of Caring”, exibido pela plataforma Netflix, mostra a vida do personagem Travor, um deficiente físico que externa a importância da acessibilidade para os portadores de necessidades especiais. Analogamente, fora da ficção, a questão da inclusão social dos deficientes físicos e visuais, de fato, merece uma maior discussão. A gravidade do problema é evidenciada pela falta de acessibilidade e inclusão que, acabam gerando preconceito e por conseguinte, a exclusão.              Em uma primeira análise, é válido salientar que a Constituição Federal estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência. Contudo, tal lei não é respeitada pela maioria dos lugares - como escolas, ruas e estabelecimentos - e dos transportes públicos - pois muitas vezes as rampas não funcionam - , visto que , são nesses lugares que os portadores de necessidades especiais mais sofrem com a falta de acessibilidade, tal inacessibilidade afeta na locomoção e na inclusão dos deficientes nos círculos sociais. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 4,7 % dos lugares públicos no país são acessíveis para os deficientes. sendo assim, fica evidente a gravidade do problema.                                        Ademais, é importante o debate acerca do preconceito sofrido pelos portadores de necessidades especiais, pois, por não se “encaixarem” no padrão imposto, são excluídos. Em muitos países em desenvolvimento - como nos países do Continente Africano - , as deficiências são encaradas como algo vergonhoso, isso faz com que gere nos portadores de necessidades especiais um ciclo vicioso entre vergonha, sentimento de inferioridade e exclusão social. Tal ato contraria o pensamento do filósofo Emmanuel Lévinas, que diz que uma sociedade justa deve respeitar a alteridade dos seus membros, de modo que sua exclusão é uma forma de violência.                                                                                            Infere-se, portanto, que assegurar os direitos direcionados aos portadores de necessidades especiais no Brasil é um grande desafio. Sendo assim, é necessário que o Estado - setor responsável por zelar pelo coletivo - , construa, por meio de verbas públicas, rampas e corrimãos para auxiliarem os portadores de necessidades especiais. Aliado a isso, é necessário que o Estado, em parceria com as mídias - principal meio de comunicação em massa - alerte a população, por meio da criação de campanhas - na internet e na televisão - a importância de não excluir os deficientes. Espera-se, com tais atitudes, que haja a inclusão dos portadores de necessidades especiais.