Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 28/06/2020
Na sociedade Romana, em meados do século V a.C, se os bebês nascessem com qualquer tipos de deficiência eram sacrificados, tal prática era vista como cultural nessa sociedade. Nesse sentido, o preconceito contra deficientes se faz presente na sociedade desde a antiguidade. Além disso, a falta de conhecimento também apresenta-se como causa do preconceito, que na sociedade atual abrange o âmbito laboral, dificultando a atuação desses indivíduos no Mercado de Trabalho.
Primeiramente, o preconceito contra os deficientes foi historicamente estruturado na população, se tornando um empecilho à ascensão trabalhista deles. Nessa perspectiva, o físico e teórico Albert Eisten relatou a dificuldade em desintegrar o preconceito, pois no contexto da Segunda Guerra Mundial o governo nazista perseguia os judeus, realçando o preconceito. Tal acontecimento comprovou que o preconceito é um desafio a ser enfrentado, de modo que, os acometidos sofrem inúmeras restrições em seus cotidianos. Em suma, a falta de conhecimento sobre a capacidade dos portadores de deficiência, gera o preconceito e a não contratação deles para serviços laborais.
Em segundo plano, a falta de informação e o preconceito contribuem para a exclusão social dos deficientes. Dessa forma, a exclusão social comina com a exclusão do Mercado de Trabalho, segundo pesquisa feita pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) no ano de 2018 apenas 21,4% dos deficientes, com idade para trabalhar, estavam fichados. Tal dado demonstra que o baixo número de indivíduos com deficiência no mercado de trabalho é reflexo de preconceito. Indubitavelmente, o combate ao preconceito deve ser executado para que esses indivíduos desfrutem de mias oportunidades.
Destarte, o combate ao preconceito contra deficientes no Mercado de Trabalho requer medidas efetivas. Nesse viés, o Ministério do Trabalho deve promover campanhas informativas, que abordem a importância da inclusão do deficiente na sociedade e no ambiente laboral, por meio da divulgação dessas campanhas nos principais meios midiáticos como televisores, rádios e internet, especificamente, contendo depoimentos de deficientes que estão no mercado de trabalho atualmente. Espera-se, com isso, a desconstrução do preconceito e a inclusão dos deficientes no ambiente trabalhista.