Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 20/07/2020

A pluralidade faz parte da condição humana, ou seja, nenhum indivíduo nasce igual ao outro, entretanto, todos os seres humanos tornam-se iguais na esfera pública, com a garantia da liberdade e dos direitos. Essa é a tônica de Hannah Arendt, em sua obra “A Condição Humana”. Nesse sentido, é urgente reverter o cenário da inclusão social dos portadores de necessidades especiais, visto que apenas 7% desse grupo social possui ensino superior, segundo o site Pessoa com Deficiência, de modo a mitigar o bullying nas escolas e a adequar ambientes coletivos para deficientes físicos. Almeja-se, assim, uma igualdade dos indivíduos no âmbito social.

A princípio, a série Atypical retrata o cotidiano de um adolescente autista, o qual passa a lidar com questões de sexualidade, amorosas e, sobretudo, de bullying. Nessa perspectiva, é incontestável que alunos especiais sofrem de comentários maldosos e de exclusão social por parte de alguns outros alunos, fator que pode desencadear, conforme um estudo na Universidade de Oxford, doenças psicológicas, como ansiedade e depressão. O preconceito, desse modo, apresenta-se como um impasse para a inclusão social e deve, em sequência, ser minado.

Ademais, o filósofo Heidegger desenvolve sua tese a partir de 3 etapas da existência humana: o reconhecimento dela, o estabelecimento de planos e de objetivos para o futuro e a supressão deles por fatos externos e adversos ao indivíduo. Sob esse ponto de vista, a ineficiência das estruturas públicas para atender as demandas dos deficientes físicos, como a falta de banheiros equipados ou a indisposição de rampas nas ruas, é uma dificuldade para incluí-los socialmente. Portanto, esse aspecto, lamentavelmente, impede a realização do plano de vida por parte dessas pessoas, e consoante o mesmo filósofo existencialista, a aflição e a frustração podem ser frequentes em suas rotinas.

Reitera-se, à vista dos argumentos abordados, a relevância de combater a exclusão social de portadores de necessidades especiais. Para tanto, o Ministério da Educação e as escolas, devem, conjuntamente, estabelecer uma educação inclusiva em sala de aula, seguindo as diretrizes do Estatuto da Pessoa com Deficiência, com a finalidade não apenas de incluir todos os alunos no ambiente escolar, mas também de favorecer a diversidade e de estabelecer uma convivência harmoniosa entre eles. Dessa maneira, além de agir contra o bullying nas escolas e de oferecer oportunidades aos deficientes, atenua a desigualdade entre os indivíduos em sociedade, aspirada por Hannah Arendt.