Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 13/08/2020
Na série de TV, Atypical, a qual conta a história de Sam, um adolescente diagnosticado com espectro do autismo, ele trabalha e estuda enfrentando diariamente os desafios para estar em uma sociedade igualitária e inclusiva. No século XXI, a problemática ocorre em virtude do preconceito, acompanhada pela falta de acessibilidade a pessoas portadoras de necessidades especiais . Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.
A princípio, torna-se possível perceber que no Brasil o há um preconceito nas escolas quanto a portadores de necessidades especiais enraizado na cultura. Diante disso, percebe-se, desde a criação da primeira universidade no Brasil, por Dom João VI a educação sempre foi um privilégio, logo criando a necessidade de exclusão das pessoas que eram diferentes do padrão. Identifica-se que ao invés de incluí-los nas escolas muitas vezes há exclusão, por meio de xingamentos e brincadeiras de mal gosto. Por conseguinte, fazendo-os se sentirem ridicularizados pela sociedade.
Desse modo, não apenas a intolerância, como também a falta de acessibilidade nas escolas são fatores que corroboram para a falta de uma sociedade inclusiva. À vista disso, nota-se que em escolas públicas, principalmente não há medidas de inclusão, como por exemplo rampas de acesso, materiais específicos, sinalização adequada e acompanhamento especial. Seguindo essa linha de pensamento, por exemplo, no livro O céu acima do céu, da Cássia Carducci, Sofia é uma mulher cadeirante que se tornou independente com pequenas mudanças em sua casa, como rampas e barras para apoio durante o banho.
Por conseguinte, fica claro que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que o Ministério da Educação com o apoio de empresas público privadas, invistam em acessibilidades para escolas, universidades e espaços públicos, de modo que todos se sintam incluídos e garantia de educação para qualquer um, com o objetivo de ter uma educação inclusiva de qualidade no Brasil. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o combate ao preconceito a portadores de necessidades especiais, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante.