Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 09/09/2020

“No meio do caminho tinha uma pedra”. O famoso verso do poeta Carlos Drummond de Andrade consiste em uma metáfora para desafios. Análogo a essa citação, é evidente que há uma pedra no caminho para o desenvolvimento do Brasil: a inclusão social dos portadores de necessidades especiais — sejam elas auditivas, físicas, visuais ou mentais. Dessa forma, para que seja alcançado o acesso aos benefícios normativos por parte dos deficientes, é necessário alterar a base de toda sociedade: a educação.

É válido retratar, em primeira análise, de que maneira a educação cultural brasileira influencia esse setor populacional. Partindo desse preceito, a educadora brasileira Rosita Edler Carvalho afirma que as limitações impostas pelas diversas manifestações de deficiências não devem ser confundidas com impedimentos. Desse modo, é importante que a sociedade tenha consciência de que essas pessoas são capazes de efetuar quaisquer atividades, sendo imprescindível uma mudança no conceito estabelecido culturalmente em nossas escolas — de maneira que a inclusão possa ser estabelecida.

Cabe considerar, em segunda análise, os impactos causados pela fragilidade do sistema educacional  brasileiro quando se trata da inserção de portadores de deficiência. De acordo com um levantamento feito pela Folha UOL, 66% das pessoas com deficiência alegam que não se enquadram nas vagas de trabalho. Analisando esse cenário, percebe-se que a falha do processo educacional nas escolas não permite que esses indivíduos obtenham a qualificação necessária para adentrar no mercado de trabalho. Em vista disso, pessoas com necessidade especiais se encontram delimitadas profissionalmente devido a uma lacuna social que deveria ser preenchida pelo Estado.

Mediante o exposto, pode-se concluir que alterações no conjunto educacional podem trazer as alternativas necessárias para a inclusão desses cidadãos. Logo, o Ministério da Educação deve promover modificações no atual sistema educacional, por meio da melhor instrução pedagógica dos professores  — através de cursos específicos e palestras — e da inserção de aulas na grade escolar que possibilitem a melhor comunicação entre todos os alunos independentemente de suas limitações — como a linguagem de libras voltada para pessoas surdas. Espera-se que, a partir dessa medida, a sociedade possa estar preparada para a inserção dessa parcela da população e, principalmente, que esses tenham acesso a uma educação digna e às oportunidades futuras.