Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 27/09/2020
De acordo com Émile Durkheim, filósofo moderno, as instituições sociais em conjunto com o corpo social moldam o individuo e o tornam apto a exercer seus direitos e deveres. Atualmente, mesmo com a garantia da socialização de portadores de condições especiais dada pela constituição cidadã de 1988, esse direito ainda não transcende o papel, sendo assim, de suma importancia seu debate e posterior resoluçao.
Primeiramente, é importante destacar o papel do preconceito da sociedade na problemática, uma vez que tal atitude é um dos principais fatores de coibição do ser humano.
Segundo o filosofo grego Aristóteles, o ser humano é um animal social e necessita viver em comunidade. Assim, a pressão social provocada por atos preconceituosos contra deficientes inibe o completo desenvolvimento desse grupo, que, por conta disso, evitam frequentar locais como escola, igreja e trabalho, que é de essencial importância ao crescimento cívico e econômico de todo cidadão. Dessa maneira, é privada a real inclusão de portadores de necessidades na comunidade, sendo preciso mudanças.
Ademais, é notório a contribuição negativa do ideal de incapacidade atribuído a pessoas com necessidades, em especial, pelas empresas.
Essa ideologia atua sobre a ótica de inferioridade de atuação quando comparados um cidadão “normal” e um portador de necessidades, o que acarreta em uma desigual disputa no mercado de trabalho. Tal fato assemelhasse a Esparta, antiga cidade Grega, onde crianças nascidas com alguma características fora do padrão era sacrificada, restando apenas as crianças “saudáveis”, que seriam criadas e virariam guerreiras. Dessa forma, a difícil incursão no comercio compromete não apenas o desenvolvimento econômico, mas também o social, pois o trabalho é fundamental na execução plena da cidadania.
Portanto, medidas precisam ser tomadas para que esse direito inalienável ultrapasse as escritas.
Cabe ao Ministério da Educação promover a conscientização da população a respeito dos direitos de todos os grupos da sociedade, por meio de palestras e pela introdução do tema na grande escolar, para que pessoas com necessidades passe a frequentar as instituições necessárias a sua formação cidadã. Destina-se ao ministério do trabalho, cobrar das empresas uma maior participação de deficientes e uma igual concorrência por vagas entre todos, por meio de cotas afirmativas e pela fiscalização a casos de interiorização, para que possa haver mais desse grupo atuando e desenvolvendo suas habilidades. . Dessa maneira, o previsto na carta magna brasileira deixará de ser apenas uma utopia.