Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 30/09/2020
Nos primórdios da humanidade, a respeito das pessoas com deficiência, que eram mortas ou abandonadas pelas famílias em cestos nos rios, assim como na Roma Antiga. Contudo, na contemporaneidade ainda é presente uma falha na infraestrutura e o preconceito social que constituem como alguns desafios para a inclusão dos portadores de necessidades especiais. Dessa forma, medidas corretivas para alterar esse cenário fazem-se necessárias.
A priori, é válido considerar que muitas são as dificuldades para cegos, cadeirantes e os demais deficientes devida a ausência de estrutura. Segundo a filósofa Hannah Arendt, em sua teoria sobre o espaço público, os ambientes e as instituições públicas têm que ser completamente inclusivos a todos do espectro social para exercer sua total funcionalidade. Entretanto, no Brasil, é raro observar, em ruas públicas, rampas, adesivos de guia e vias bem asfaltadas para auxiliá-los em sua locomoção. Com essa realidade, pode-se também perceber a infração da Constituição Federal de 1988, uma vez que essa assegura o direito de ir e vir de todos os cidadãos brasileiros. Assim como descrito por Gilberto Dimenstein, em seu livro “Cidadão de Papel” pelo distanciamento da aplicação prática de elementos constitucionais básicos e fundamentais.
Outrossim, é de suma importância afirmar que a negligência estatal e familiar acarretam a discriminação e o preconceito social. Nesse sentido, em muitos países, deficiências são encaradas como algo vergonhoso, como uma maldição ou até mesmo uma punição divina. Por conta disso, é comum pessoas esconderem familiares com deficiência em casa, impedindo-os de terem uma vida em sociedade e até mesmo de frequentarem escolas, ou possuir um tratamento médico adequado. Ademais, mesmo quando não há vergonha, existe um senso comum de que pessoas com deficiência são incapazes de viver uma vida normal, o que acarreta um sentimento de inferioridade e, consequentemente, problemas de baixa autoestima. Logo, medidas corretivas para minimizar a problemática são necessárias.
Portanto, fica a cargo do Governo investir na construção de sistemas de acessos para todas as pessoas com deficiência, sejam elas visuais, físicas ou auditivas, por meio da redistribuição dos impostos pagos pela população, a fim de minimizar as limitações sofridas por eles no dia a dia, além de assegurar o direito de ir e vir da Constituição Cidadã. Complementarmente, é preciso promover uma educação de qualidade para crianças com deficiência, com intuito de garantir sua liberdade de viver uma vida autônoma e mostrar que são indivíduos plenamente capazes. Sabe-se que os desafios são muitos, mas, combatendo-os, é possível colocar fim a esse infortúnio.