Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 01/10/2020

Na Roma Antiga era comum realizar sacrifícios de bebês que nascessem com alguma deficiência,por serem considerados naquela época “monstruosidades” e não tinham condições básicas de capacidade de direito.Entretanto,hodiernamente,a inclusão social de portadores de necessidades especiais ainda se mostra um grande obstáculo,haja vista da falta de infraestrutura propiciada pelo governo nas cidades para os deficientes e o preconceito social acerca dessa minoria.Desse modo,faz-se necessário analisar alternativas para sanar esse paradigma.

Logo,a priori,a ausência de uma infraestrutura especializada para portadores de deficiência corrobora a infração da Constituição Federal de 1988,ao descumprir o direito de ir e vir e violar a lei de inclusão de P.C.D..Assim,há um grande déficit em garantir o acesso e deslocamento correto para esses indivíduos,na qual as vias de locomoção não são adaptadas com rampas e adesivos guias,os estabelecimentos comerciais não possuem banheiros acessíveis e os transportes públicos não têm as devidas adaptações para acomodá-los.Sob esse viés,segundo o IBGE 88% dos municípios que têm transporte por ônibus descumprem a lei de acessibilidade,o que impossibilita-os de transitar.

Outrossim,o preconceito da sociedade é outro obstáculo para inclusão de deficientes,exacerbando a discriminação e julgamento com essa parte minoritária da população e privando-os do convívio social de maneira harmoniosa e digna, não concedendo à eles o auxílio e o respeito que é de direito.Ademais,a exclusão social que os portadores de necessidades especiais são sujeitados,acarreta a falta de oportunidades de empregos,visto que a maioria das empresas têm receio de contratá-los devido suas limitações.Nesse contexto,segundo o ex-primeiro ministro Clement Attlee,“A democracia não é apenas a lei da maioria, é a lei da maioria respeitando o direito das minorias”,não respeitar o direito das minorias é uma prerrogativa de sociedades não democráticas.

Portanto,para mudar esse cenário,urge que o Estado construa nas cidades adaptações necessárias para que todos os deficientes possam se locomover,disponibilizando metades de suas verbas pra a manutenção de calçadas,ruas,estabelecimentos e transportes públicos,visando garantir segurança e confortabilidade para que essa parcela populacional possa transitar e efetivar o cumprimento dos direitos desses cidadãos.Além disso,é mister que o Governos Federal faça campanhas orientadoras através da mídia,que incentivem a sociedade a repudiar atos de discriminação e exclusão social de pessoas portadoras de necessidades especiais,de modo que possa erradicar o preconceito e promover na sociedade uma consciência inclusiva.Dessa forma,práticas como as da Roma Antiga serão exterminadas,ficando apenas no passado,e caminharemos para a utopia.