Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 05/10/2020
“Os preconceitos são a razão dos imbecis”. Na ótica de Voltaire, nota-se no cotidiano que muitos indivíduos com necessidades especiais padecem de exclusão social, haja vista, a ausência de iniciativa das autoridades em garantir o bem-estar desse olhar coletivo, como na precarização de calçadas para cadeirantes, no absentismo de auxilio para outras penúrias e, sobretudo, a discriminação por uma parte da sociedade. Ora, uma atmosfera de negligenciamento e, por tabela, de desleixo que apadrinha o futuro.
Essa mazela deriva, em especial, da pífia ação do Poder público nessa área. De acordo com animação clássica X-Men, percebe-se a criação de uma escola “especial” para mutantes. Ao se focar no momento atual, sabe-se que o decreto do presidente Jair Bolsonaro, em relação, a abertura de instituições de ensino para portadores de necessidades, mostra-se como uma marca de retrocesso, uma vez que as crianças destinadas para tal local são seres humanos como as outras e não “mutantes” que precisam de uma escola diferenciada. Logo, um Governo excludente nessas conjunturas.
Por sua vez, outro vetor dessa assertiva é o preconceito gerado por uma parte do olhar coletivo. Sob esse viés, a filósofa Hannah Arendt, que desenvolveu o conceito conhecido como banalidade do mal, o qual afirma que as atitudes cruéis são parte do cotidiano moderno e tornam as relações sociais cada vez mais caóticas. Nessa perspectiva, é substancial um olhar mais atento do âmbito social nessa temática, pois alguns brasileiros manifestam, na prática, a cultura de hostilidade definida por Arendt, o que motiva os casos de violência, como o G1 aponta que esses maus tratos cresceu 34% em Campinas. Desse modo, é fulcral que a coletividade abdique desse papel de inércia, com o fito de haver melhorias.
Infere-se, portanto, que nessa problemática o Estado deve tonificar as atuações de programas de inclusão, por meio de investimentos de verbas destinadas para tal ato e, por extensão, promover um mecanismo para melhoria das infraestruturas das cidades, a fim de barrar o percusso de todo caos. Ademais, o olhar coletivo precisa ampliar uma melhor gestão de empatia e solidariedade, por intermédio de debates nas mídias sociais e, sobretudo, documentários inseridos nessa causa, com o intuito de fomentar a consciência coletiva. Assim, para que a citação de Voltaire não seja uma realidade brasileira.