Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 06/10/2020

Dados da Lei 13.146, mostram que é instituída a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com deficiência, a segurança, em condição de igualdade, dos direitos dos portadores de necessidades especiais no Brasil.Embora seja uma conquista, o problema da exclusão dos indivíduos com deficiência continua presente, visto que ainda são poucos os mecanismos de alternativa para inclusão social desses deficientes no país.Dessa forma, em razão do preconceito social e do despreparo da sociedade, emerge um problema complexo, que precisa ser revertido.

Primeiramente, é preciso salientar que o prejulgamento coletivo é uma causa latente do problema.Segundo Ariano Suassuna, a injustiça secular dilacera o Brasil em dois países, o país dos privilegiados e o país dos despossuídos.Nesse sentido, fica indiscutível que no âmbito do país dos despossuídos está uma parcela dos portadores de necessidades especiais que são vítimas de discriminação no Brasil.Dessa forma, no que se refere a inclusão das pessoas com deficiência, é necessário um processo associado a maneira como esses indivíduos são tratados na sociedade, de modo que a população garanta as liberdades fundamentais desses sujeitos, o que facilita o direito constitucional desses cidadãos na prática.

Em segundo plano, outra causa para a configuração desse empecilho é a incapacidade da comunidade.Um exemplo disso encontra-se na série “Atypical”, que conta a história de um garoto de 18 anos, diagnosticado dentro do espectro de autismo.Na sequência, é possível ver na trama que a busca do personagem por independência e autoconhecimento não é fácil, uma vez que os lugares os quais ele frequenta nem sempre apresentam recursos para o auxílio do estudante.Sob essa lógica, em conformidade com a situação vivenciada pelo rapaz na ficção, pode-se citar a realidade de quase 25% dos brasileiros, dentre eles cegos, surdos, cadeirantes e demais portadores de necessidades especiais.Desse modo, hão de ser analisados tais fatores prejudiciais, a fim de que se possa liquidá-los.

Urge, portanto, que o acesso à orientação, integração e liberdade fundamental dos deficientes sejam assegurados na prática, cabe ao Governo essa função, por intermédio da expansão dos grupos de apoio, a criação de novas palestras a respeito do tema e a contratação de profissionais que tem ampla visão dessa área.Em seguida, a título de exemplo, o auxílio de associações de bairro e comunidade para orientar sobre os cuidados especiais que se deve ter com esses indivíduos.Essas iniciativas, caso feitas em conjunto, tenderiam a atenuar os problemas de exclusão social dos portadores de necessidades especiais no Brasil.