Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 11/10/2020

No período da Roma Antiga, as pessoas que nasciam com alguma deficiência, seja física ou intelectual, eram imediatamente rejeitadas da sociedade e lançadas em um penhasco. Diante disso, ainda no século XXI, existe um abismo social, em que os portadores de necessidades especiais continuam sendo marginalizados e apresentam inúmeras dificuldades de inclusão, como para arrumar empregos e ausência de infraestrutura adequada. A priori, as formas de socialização mais efetivas acontecem na fase escolar e posteriormente nas ocupações profissionais. Isto posto, o governo do presidente Jair Bolsonaro enviou um Projeto de Lei (PL) que acaba com a cota para trabalhadores com deficiência no mercado de trabalho, acentuando ainda mais a dificuldade de inserção dos portadores de necessidades especiais (PNE). Tal medida é um reflexo da negligência estatal, no que tange a acessibilidade das PNE´s e a falta de apoio governamental. Ademais, para que a inclusão social dos deficientes seja de fato alcançada, a infraestrutura nas cidades devem ser adequadas para isso. Nesse sentido, a falta de rampas de acesso em comércios e prédios públicos dos municípios dificultam dia a dia de deficientes físicos. De acordo com o IBGE, 24% da população brasileira é composta por pessoas com deficiência física, ou seja, 45 milhões de brasileiros precisam lutar diariamente para ter o mínimo de mobilidade que deveria lhes ser de direito. Não obstante, o descaso das autoridades, há também o descaso de parte da própria população, quando há um local destinado para pessoas com deficiência, por exemplo, que é ocupado por alguém sem necessidade especial alguma. Portando, algumas alternativas devem ser tomadas para a inclusão social dos portadores de necessidades especiais, com mudanças dentro das empresas e nas ruas das cidades. Assim sendo, o Governo Federal deve instituir uma lei obrigatória para incluir os PNE’s no mercado de trabalho, com campanhas de apoio e abrir vagas destinada para essas pessoas em empregos públicos. Outrossim, o Estado deve investir, por meio de verbas públicas, em ruas adaptadas, com rampas, calçamento adequado e pisos táteis. Além disso, a população deve respeitar o espaço de cada um, tendo consciência das necessidades especiais dessas pessoas.