Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 21/10/2020
Na série “3%”, é retratada a dificuldade e a segregação enfrentada por pessoas portadoras de necessidades especiais. Hodiernamente, fora da ficção, embora após anos de evoluções constitucionais e comportamentais, indivíduos deficientes ainda são excluídos do convívio social, haja vista sua relação com fragilidades estruturais e ideológicos. Nesse sentido, medidas devem ser tomadas com o intuito de solucionar esse impasse e promover o respeito aos Direitos Humanos.
Em primeiro plano, na antiga cidade Grega denominada Esparta, crianças nascidas com qualquer deficiência eram lançadas de um penhasco, visto que não satisfaziam aos padrões corporais Espartanos. Na atualidade, embora em outro contexto, cidadãos especiais são impossibilitados de se socializar de maneira integral. Esse fato é elucidado pelas barreiras arquitetônicas presentes em algumas cidades que, por não possuírem rampas, elevadores e reserva de vagas em cinemas, teatros e estacionamentos, acabam tornando esses locais inacessíveis. Dessa forma, além de dificultar a inclusão social dessas pessoas, essa realidade configura um desrespeito aos Direitos Humanos, a medida que tópicos como a dignidade e acessibilidade não são respeitados.
Ademais, Maria Teresa Égliter, em sua obra “Os desafios das diferenças nas escolas”, destacou os pontos fundamentais para se concretizar a inclusão escolar. Muito embora a estrutura física seja um dos desafios, é importante destacar aspectos ideológicos estudantis que excluem, especialmente, os deficientes mentais. Posto isso, ao tratar os portadores de necessidade de forma abruptamente diferente, as escolas de base tendem à segregar cada vez mais esses cidadãos, visto que o restante do corpo discente criará uma aversão e, em certa medida, um preconceito. Nessa ótica, a defasagem no que se refere à moralidade da rede escolar reverbera as atuais complicações, em que a discriminação é acentuada e a “inclusão escolar” proposta por Maria Teresa é dificultada.
Portanto, com o intuito de reverter esse quadro deficitário, é dever dos países, na figura dos seus respectivos Ministérios da Infraestrutura, financiar projetos arquitetônicos nas suas localidades, mediante análises inclusivas e modernas, para que, assim, limitações físicas sejam eliminadas e os portadores de enfermidades sejam incluídos nos logradouros públicos. Por fim, é dever das escolas adotarem um estilo de ensino politizador, mediante a realização de debates, palestras e dinâmicas, a fim de que esses ambientes sejam promovedores da empatia e fraternidade, o que promoverá a redução das discriminações e possibilitará a edificação de um mundo mais igualitário.