Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 26/10/2020
A série norte-americana “Atypical” narra a história de Sam Gardner, adolescente que enfrenta muitas dificuldades em sua vida devido ao fato de ser autista. Fora da ficção, Os portadores de autismo e de outras necessidades especiais também passam por muitos problemas na sociedade contemporânea, além de não estarem devidamente inclusos socialmente. Nessa conjuntura, essa realidade é fruto da omissão governamental e de falhas no sistema educacional.
Sob esse viés, convém analisar como o descaso estatal influencia no entrave. Nesse sentido, de acordo com o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar social. No entanto, isso não ocorre no hodierno, uma vez que o governo destina poucos recursos à construção de escolas especializadas na educação de portadores de necessidades especiais, bem como à capacitação de profissionais aptos a atender as peculiaridades desses alunos. Assim, muitas vezes não há, nesses locais, rampas, elevadores, professores que saibam Libras, entre outros recursos que poderiam evitar uma evasão escolar. Dessa forma, sem um ensino fundamental e médio, esses indivíduos encontram mais obstáculos para se incluírem na sociedade.
Ademais, outro fator a salientar é a negligência escolar. Nessa perspectiva, o filósofo Immanuel Kant afirma que o ser humano é resultado da educação que teve. Nessa lógica, as escolas agravam a problemática, uma vez que a maioria delas não ensina aos alunos que as necessidades especiais não são limitações e que, então, seus portadores são aptos a realizar as mais diversas atividades, além de não mostrar que o deficiente não deve ser discriminado. Desse modo, os indivíduos tendem a propagar discursos preconceituosos, que podem fazer com que as pessoas especiais incorporem essas ideias, acreditando na mentira de que não são aptas para determinadas tarefas, o que pode gerar um isolamento social por parte desses indivíduos.
Portanto, faz-se necessária uma intervenção. Para isso, as instituições de ensino devem criar, no ambiente escolar, uma semana para rodas de conversa e de debate sobre a problemática. Tais eventos podem ocorrer no período contraturno, contando com a presença de professores especialistas no assunto e de portadores de necessidades especiais. Além disso, esse evento deve ser aberto à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam a importância de haver uma inclusão social desses indivíduos. Somado a isso, o Governo Federal deve garantir o acesso à educação das pessoas especiais, por meio do investimento em recursos que auxiliem o ensino delas, a fim de contribuir para a integração desses indivíduos na sociedade.