Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 18/11/2020

Em um episódio da série “Demolidor”, da Marvel, são retratadas aos telespectadores as dificuldades enfrentadas por um jovem deficiente. Fora da ficção, o que foi descrito na obra relaciona-se com um problema da atual conjuntura brasileira, em que a sociedade, de modo geral, tem a tendência a ignorá-lo: as escassas alternativas para a inclusão de deficientes. Desse modo, urge a necessidade de atentar-se como a insipiência estatal e a insistência do senso comum fomentam a problemática.

Primeiramente, há de constatar a displicência governamental. De acordo com a Constituição Federal de 1988, garante para todos o acesso à educação. Entretanto, ao analisar a carência de políticas públicas que objetivam incluir socialmente portadores de necessidades especiais, é perceptível que essa premissa constitucional não é valorizada pelo governo nacional. Ademais, o livro “Cidadão de papel”, do autor Gilberto Dimenstein, retrata, também, a realidade em que as leis efetivas se encontram, majoritariamente, na teoria, o que, infelizmente, corrobora no recrudescimento de tal cenário em que algumas pessoas não são devidamente incluídas na sociedade.

Ademais, vale ressaltar que a lacuna educacional corrobora esse cenário. Além disso, de acordo com Heidegger, filósofo alemão, o homem se constrói na medida de suas interações. Analogamente, as pessoas ao não desenvolverem um senso altruísta nas escolas, podem acabar por priorizarem apenas seus próprios interesses, e não colaborarem em uma alternativa para incluir os deficientes. Nesse viés, de acordo com o site uol, menos de 10% da população possui algum tipo de preparo para ajudar pessoas com necessidades especiais. Desse modo, confirma-se que o meio social provoca mais dificuldades relacionadas às alternativas para incluir deficientes.

Destarte, medidas fazem-se relevantes para aumentar a acessibilidade dos necessitados. Portanto, cabe ao Ministério da educação, juntamente às mídias e dentro das escolas, instituir projetos como o “Ajude a incluir o próximo”, responsável por educar socialmente os estudantes e suas famílias sobre a necessidade de incluir as pessoas necessitadas. Isso deve ser realizado por meio de trocas de experiências em workshops administrados por professores e portadores de deficiências, a fim de expor, debater e combater as consequências da pouca acessibilidade dos necessitados. Assim, será possível distanciar-se-á do hediondo cenário apresentado pela Marvel.