Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 06/12/2020

A clássica Turma da Mônica, de Maurício de Sousa, retrata a vida de Lucca, uma criança cadeirante que é incluída na sociedade e em sua roda de amigos. No entanto, observa-se que, fora da ficção tal ação não ocorre dessa forma. Nesse âmbito, entra em questão social as alternativas de inclusão para portadores de necessidades especiais, uma vez que ainda há entraves que dificultam essa prática, como a mentalidade intolerante da sociedade e a displicência estatal.

Deve-se considerar, a princípio, que a LBI - Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência- assegura os direitos e a igualdade dos portadores de necessidades especiais. Todavia, essa prerrogativa constitucional faz-se pouco efetiva, haja vista que uma parcela da população desrespeita essa lei. Nesse sentido, é imperativo elucidar que, a mentalidade intolerante da sociedade impede que deficientes sejam valorizados, de modo a atribuir espaço para o descumprimento da Constituição, e também ao preconceito que está presente na sociedade desde a Roma Antiga, a qual a comunidade tinha permissão para sacrificar os filhos que nasciam com deficiência. Como resultado, para que a dignidade da pessoa deficiente seja respeitada, é necessário que haja alternativas de inclusão.

Ademais, a displicência estatal é um dos principais fatores que tornam essa situação um problema. Nessa perspectiva, para o filósofo Jonh Locke, o Estado é responsável por organizar uma sociedade e garantir o que é necessário para viver com qualidade. Por isso, o Estado deve buscar iniciativas eficientes, com o objetivo de garantir os direitos dessa parte da população, pois apesar de ser uma minoria imperceptível para alguns, de fato, fazem parte da esfera social e precisam viver com qualidade. Sob esse prisma, segundo a Organização Mundial de Saúde, pelo menos 10% da população de qualquer país apresenta algum tipo de deficiência. Logo, é fulcral que os portadores de necessidades especiais recebam a sua devida visibilidade.

Infere-se, portanto, que alternativas para obter-se a inclusão social de portadores de necessidades especiais são imprescindíveis. Dessa maneira, cabe ao Poder Público, em parceria com à Mídia, desenvolverem projetos voltados para deficientes, por meio de políticas públicas. Em suma, essas ações devem incluir mais oportunidades de empregos para esse grupo, com o intuito de garantir sua visibilidade no meio trabalhista. Além disso, a Mídia deve divulgar tais práticas nas redes sociais com o propósito de influenciar a mudança de mentalidade da população, de forma a gerar mais respeito. Espera-se, com isso, alcançar avanços, de maneira a incluir eficientemente na esfera social os deficientes, como sugeria a clássica Turma da Mônica.