Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 18/12/2020
Durante a segunda guerra mundial, foi criada uma ideologia pautada na ideia de superioridade em que somente o homem branco e saudável poderia fazer parte do corpo social, qualquer outro membro que não se adequasse a esse padrão seria totalmente excluído. No contexto atual, tal ideologia, infelizmente, ainda se faz enraizada na sociedade, uma vez que, diante uma sociedade individualista, os portadores de deficiência são colocados em segundo plano nas metas de desenvolvimento social. Portanto, dois aspectos precisam ser debatidos e resolvidos: o individualismo social e a negligência governamental.
Sob esse viés, é lícito postular que a coletividade brasileira é estruturada por um modelo excludente e individualista em que ambas as características implicam na formação de um país verdadeiramente democrático. Desse modo, o indivíduo ao estar imerso nesse panorama de preconceito se permite disseminar a exclusão e contribui para a dificuldade da inserção dos deficientes no meio social. Paralelo a isso, os pais, responsáveis pelo desenvolvimento das crianças, também tem uma certa parcela de culpa: costumam deixar a responsabilidade da formação social de seus filhos nas escolas, estas por sua vez, muito conteudistas, não abordam a diversidades a qual as crianças estão inseridas, muito menos em como lidar com isso, disseminando ainda mais o preconceito pelo diferente.
Ademais, vale também ressaltar a negligência governamental e sua intrínseca relação com a exclusão dessa parcela da sociedade. Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos o direito do bem-estar social. No entanto, tal promulgação se torna questionável quando aplicada a realidade brasileira, nota-se que os deficientes não são valorizados de forma plena, pois suas necessidades e a sua inclusão são tidas como uma obrigação social, sendo que esses direitos, na verdade, são coletivos e estatais. Diante disso, o governo se torna um dos agentes responsáveis por ainda haver tais debates e nunca uma solução.
Destarte, faz-se necessário a presença de órgãos responsáveis para que minimize a problemática em questão. Nesse contexto, o Ministério da Educação juntamente com especialistas de assistência social deve promover, tanto nas escolas, quanto nos demais meios, debates e rodas de conversas, com profissionais qualificados, a fim de levar a problemática a debate e mudar a mentalidade do povo no que tange o individualismo. Por outro lado, o Governo deve criar um plano de metas, cujo objetivo seria inserir os deficientes em todas as áreas que são direitos do ser humano – trabalho, lazer, escola – tal plano consiste em atender as necessidades dos deficientes. Por fim, é preciso planejamento e constância para moldar um país que tem suas raízes ligadas a uma falsa ideia de superioridade.