Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 27/12/2020
Para o sociólogo contemporâneo Z. Bauman, nenhuma sociedade que esquece a arte de questionar encontra respostas aos problemas que a afligem. Essa compreensão da conduta social é pertinente para a discussão acerca da alternativa para inclusão do portador de necessidades especiais, uma vez que a sociedade, ao negligenciar uma abordagem crítica a esse respeito, sofre reflexos de grandes proporções. Nesse cenário, é imperativo o desenvolvimento de uma abordagem que priorize duas vertentes argumentativas: políticas públicas de inclusão no mercado de trabalho, bem como conscientização das barreiras enfrentadas pelos portadores.
De início, as políticas públicas de inclusão social merecem ser avaliadas por perspectivas mais críticas na atualidade em prol de não fadar ao olhar cultural do desprestígio. Assim, ao compactuar com o pensamento de Bauman, observa-se que o não questionamento dos valores culturais distorcidos sobre a falta de políticas públicas corrobora para desemprego, falta de vagas e salários a baixo da média. Acerca desse contexto, verificam-se motivações que perpassam a conduta social, em que se destacam omissão dos empregadores em absorver o portador e falta de integração entre Estado/empresas. Logo, ignorar o envolvimento coletivo para a solução de problemas sociais é negligenciar a perspectiva da reflexão do sociólogo polonês.
Outrossim, conscientizar-se das dificuldades encontradas pela pessoa com deficiência configura mais uma visão a ser considerada nessa discussão. Compreender essa assertiva é validar o pensamento da socióloga Hanna Arendt ao defender que o direito à dignidade é princípio balizador da cidadania, já que, ao negar-se da responsabilidade de enxergar o preconceito, discriminação e visões errôneas impostas sobre o portador de necessidades especiais, os cidadãos não estarão sendo atuantes ao exercício da cidadania. A falta de conhecimento da sociedade, em geral, faz com que a deficiência seja considerada uma doença crônica, um peso ou um problema. Assim, vê-se que a busca de alternativas inclusivas depende de uma sociedade consciente e atuante na garantia de seus direitos.
Depreende-se, portanto, a indispensabilidade de medidas transformadoras na mediação dos conflitos concernentes à questão. Para tanto, o governo federal na representação do ministério do trabalho e deve criar projetos de inclusão, por meio de políticas públicas eficientes em parceria com iniciativa privada, para que evite omissão e exclusão ao portador de deficiência. Como também incentivar discussões sobre a deficiência, por meio do uso de catálogos, propagandas de conscientização midiáticas. Tal ideia estaria destinada a fito de encontrar mais alternativas de inclusão. Logo, a aplicação de medidas nessa perspectiva será capaz de apontar em melhorias e evitar a inércia social.