Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 04/01/2021

No desenrolar da série “Glee”, é retratada a história de um cadeirante que passava por dificuldades para se locomover em seu cotidiano, uma vez que na sua escola não possuía rampas de acessibilidades. Analogamente, a ficção não diverge da contemporaneidade, tendo em consideração a negativa falta de inclusão social dos portadores de necessidades especiais. Nesse sentido, esse fator, que precisa de alternativas para ser combatido, provém da omissão do Estado e da falta de investimento em educação.      A princípio, convém ressaltar a escassez de medidas governamentais que enfrentem os problemas sofridos pelos portadores de necessidades especiais. Tal fato ocorre, pois, ainda que na Constituição Federal de 1988 seja previsto o direito à assistência social à qualquer cidadão, a falta de ações, como as campanhas, as quais retratem a importância da colocação de rampas e de sinalizações que detectem obstáculos para deficientes, impede que esse direito, na prática, seja plenamente evidenciado. Nesse âmbito, nota-se a quebra do Contrato Social, proposto pelo filósofo Thomas Hobbes, o qual afirma ser dever do Estado manter a ordem e assegurar o cumprimento das leis. Contudo, verifica-se que o atual contexto se mostra distante da realidade proposta pelo pensador, tendo em vista que muitos brasileiros que passam por necessidades especiais enfrentam a falta de inclusão ao ir para alguns lugares, por exemplo, ao serem excluídos de chegar até um supermercado por conta da falta de acessibilidade.                    Ademais, cabe avaliar a as adversidades que provém da supressão de uma educação que fomente o respeito com os deficientes físicos, visuais, mentais, motoras e auditivas. Tal feito acontece, porque, sem um ensino que informe para os infantes que todos os indivíduos devem ser tratados sem discriminação e explique que algumas pessoas passam por necessidades especiais, eles tendem a criticarem e a não entenderem as desigualdades enfrentadas pelos deficientes como algo comum. Nesse contexto, é válido ressaltar que, consoante o filósofo Immanuel Kant, os problemas sociais advêm da falta de investimento na educação. Logo, é importante analisar que o desconhecimento dos jovens e infantes a respeito das diferenças presentes na sociedade, influi decisivamente na permanência do capacitismo, gerando, assim, uma ausência de inclusão dos portadores de necessidades especiais, dado que as suas diferenças, como utilizar aparelhos no ouvido que auxiliem na audição, não são compreendidas pelas crianças, que, por conta disso, podem excluir e discriminar esses portadores de necessidades especiais.                               Portanto, medidas são necessárias para a resolução da problemática. Destarte, compete ao Ministério dos Direitos Humanos - responsável pelos direitos nessa área - promover debates. Isso deve ser feito por meio das redes midiáticas do Governo Federal. Essa ação possui a finalidade de conscientizar os indivíduos a respeito da maneira pela qual a falta de inclusão social pode dificultar a vida dos deficientes.