Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 12/01/2021
No filme ‘‘Avatar’’, é narrada uma distopia na qual um ex-fuzileiro naval paraplégico volta a andar no mundo alienígena de Pandora, por meio de corpos biológicos que possibilitam quem a mente humana controle-o, dando-o a sensação de estar incluso, novamente, na sociedade. Fora da ficção, impasses dificultam a garantia de acessibilidade e inclusão social aos portadores de necessidades especiais no hodierno. Nesse viés, não só a falta de infraestrutura dos espaços públicos, bem como os preconceitos contribuem para esse quadro contemporâneo.
Em primeira instância, é válido analisar a carência de estrutura dos espaços públicos para exercer a inclusão social aos deficientes. Nesse contexto, pode-se citar Hannah Arendt, filósofa política alemã,com a sua teoria do ‘‘Espaço Público’’ na qual discursa que as instituições públicas devem ser inclusivas a todos do espectro social para exercer sua funcionalidade. Sob essa ótica, no Brasil, uma parcela substancial das calçadas não possuem rampas, transportes públicos sem elevadores de cadeiras de rodas, prédios públicos sem elevadores, entre outros. Confirma-se, assim, que o país não proporciona alternativas de inclusão social aos portadores de necessidades especiais.
De maneira análoga, é importante ressaltar o preconceito que, preocupantemente, assola o Brasil e retrocede o desenvolvimento social. De modo pragmático, é pertinente destacar o fenômeno da ‘‘Invisibilidade Social’’ abordado por Simone de Beauvoir, filósofa francesa, que delara que a sociedade valoriza alguns grupos e os excluídos são marginalizados. Nessa perspectiva, a realidade do país configura-se como extremamente excludente, como a ausência: de cursos em empresas para qualificar os deficientes e preparo dos demais funcionários para trabalhar com os portadores de necessidades. Desse modo, alternativas para inclusão social são urgentes no cenário hodierno.
Torna-se visível, portanto, que ações plurai urgem à descontrução desse quadro para ofertar inclusão social aos deficientes. Dessa forma, cabe ao governo federal investir na acessibilida social, realizando um ano focado em ofertar inclusão, por meio de criação de calçadas cidadãs e transformar os prédios públicos em acessíveis a todos. É mister também, que o Legislativo acrescente na Lei de Cotas para Deficientes que as empresas são obrigadas a ofertarem cursos aos deficientes e realizar uma preparação com os demais funcionários, por intermédio de palestras de psicólogos sobre como trabalhar em equipe com os portadores de necessidades especias. Com tais implementações, o Brasil obterá inclusão social nos espaços públicos, o preconceito reduzirá com a inserção dos deficientes diretamente no mercado de trabalho e o mundo de Pandora se aproximará da realidade, ofertando o sentimento de inclusão obtido pelo ex-fuzileiro.