Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 02/02/2021

A sociedade moderna é pautada na aceitação do diferente e no combate a todos os tipos de discriminação. Ainda assim, pessoas portadoras de deficiência-PPD,especialmente a mental, são cotidianamente estimatizadas no Brasil. Afinal, tratase de um problema causado por fatores históricos e sociais que impossibilitam a efetiva integração desses indivíduos.

A princípio, é essencial perceber que desde os primórdios da humanidade as PPD eram marginalizadas. Na idade média, por exemplo, crianças com necessidades especiais eram trancafiadas em casa, pois eram tidas como vergonha para família. No entanto, conforme previsto no Estatuto da Pessoa com Deficiência, o fato do indivídio ser portador de um transtorno psicolóico não é sinônimo de incapacidade. Uma vez que é perfeitamente possível o desempenho de atividades remuneradas durante os períodos de sanidade.

Além disso, segundo matéria publicada na BBC, o número de pessoas portadoras de deficência que desencadeam depressão ou se suicidam é menor dentre aqueles que trabalham. Entretanto, não se pode negar que um ser humano saudável é mais rentável para um empresa, o que acaba gerando uma relutância na contratação de pessoas com necessidades especiais. Por conseguinte, os estigmas existentes na era medieval acabam sendo mantidos e esses indíviduos permanecem na margem da sociedade.

Visto isso, é essencial que o Congresso Naiconal crie uma Lei que penalize empresas de grande e médio porte que não possuem pessoas portadoras de deficiência no seu quadro fixo de funcionário, visando, assim, incentivar a contratação de PPD e inclui-los efetivamente no meio social. Desta forma, os preceitos constitucionais da igualdade e fraternidade serão efetivamente instituidos.