Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 21/04/2021
De acordo com a filósofa Nancy Fraser, a contemporaneidade é marcada pela preponderância de luta por reconhecimento em relação à luta por redistribuição. A exclusão social de deficientes físicos é um fator arraigado na sociedade brasileira, tanto por questões históricas tanto como sociais. Segundo Jean-Paul Sartre, a violência, seja qual for a forma que ela se manifestar, é sempre uma derrota. Tendo em vista que a exclusão social de deficientes físicos constitui uma forma de violência, medidas tornam-se necessárias a fim de solucionar o impasse.
Em primeiro lugar, é válido saliente para o preconceito dirigido a tal grupo social. De acordo com Pierre Bordieu, a violação dos direitos humanos não consiste somente no embate físico, o desrespeito está, sobretudo, na perpetuação de preconceitos que atentam contra a dignidade da pessoa humana. Analogamente, é indubitável que a inferiorização dos deficientes físicos materializa-se na ausência total ou parcial de políticas de inserção social e na precariedade de adaptações de ambientes públicos para deficientes, tais como os cadeirantes. Destarte, é cerceado o direito à cidadania e à democratização dos espaços públicos aos deficientes.
Em segundo lugar, é fundamental acerca da alteração de inserção no mercado de trabalho. Indubitavelmente, o elevado grau de discriminação maximiza como taxas de evasão escolar por parte dos deficientes. Estes, como o currículo escolar inexistente ou incompleto, tendem a ocupar funções secundárias no mercado de trabalho, sofrendo com a marginalização social. Segundo Rawls, é intrínseca, na sociedade, a presença de oportunidades desiguais, sendo o princípio de equidade a teoria de justiça que considera o horizonte de diversidade. Dessa maneira, a pluralidade fenotípica e genotípica, presente na teoria da equidade, não é considerada, levando ao processo de exclusão social.
Diante dos argumentos supracitados, tornam-se necessárias para o fim de solucionar o impasse. O Governo, em parceria com o Ministério do Trabalho, deve reforçar as políticas de inclusão social já existentes e elaborar um projeto de inserção dos deficientes físicos em empresas de diversos ramos; a Secretaria dos Direitos Humanos, recebimento reclamações e sugestões dos portadores de deficiência, reforçando o papel da cidadania e ampliando os direitos constitucionais dos mesmos; e, por fim, o Ministério da Educação, fornecer palestras e grupos de início em escolas, conscientizando jovens desde a mais tenra idade acerca das consequência do preconceito. Dessa forma, a sociedade alcançará o conceito de equidade de Rawls.