Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 25/05/2021
A tarefa não é ver o que ninguém viu, mas pensar o que ninguém ainda pensou sobre aquilo que todo mundo vê”. O pressuposto do filósofo alemão Arthur Schopenhauer enseja uma reflexão: no que concerne a falta de inclusão social nas escolas, esta é uma grave patologia na sociedade brasileira que deve ser combatida em nome da integridade física e mental das das pessoas com deficiência (PcD). Desse modo, são prementes caminhos para combater esse tipo de exclusão e envolvem, obrigatoriamente, a adaptação dos espaços físicos nas instituições de ensino e a capacitação dos profissionais que trabalham no ambiente escolar.
Em primeiro plano, parafraseando o filósofo Burke, para o triunfo do mal, basta que os bons não façam nada. Semelhante aforismo corrobora para cristalizar o entendimento de que a falta de adaptações estruturais nos colégios impedirá a inclusão especial nesse meio. Nesse sentido, pequenas mudanças físicas como, a substituição de escadas por rampas, adição de barras de apoio e piso tátil garantem que alunos com deficiência possam frequentar escolas do sistema comum de ensino. Além disso, investir em tecnologia também será um alicerce na campanha de inclusão pois um dos principais objetivos do advento tecnológico, nesse caso, é a quebra de barreiras que os meios analógicos apresentam, como ler e passar as folhas de um livro. Dessa forma, desconstruindo paradigmas sobre o ensino para Pcds.
Nessa perspectiva, vale destacar a importância da capacitação dos professores e fúncionarios das intituições na inclusão social desses alunos. Nesse sentido, segundo a plataforma G1, escolas que possuem professores familiarizados com a dinâmica escolar de Pcds diminuiram a evasão desses individuos. Ademais, essa prática ajuda a mitigar preconceitos e descontruir estigmas na medida em que esses profissionais serão conscientizados sobre múltiplas deficiências e poderão passar este conhecimento para outros membros da comunidade escolar, como país e alunos.
Depreende-se, portanto, que a transformação das instituições escolares em ambientes inclusivos e professores capacitados para acolher PcDs são cruciais para desenvolver a inclusão especial. Desse modo, é imperativo que o Ministério da Educação torne obrigatório para universidades públicas e privadas de pedagogia a apresentação de seminários e palestras,abertas ao público, sobre a inclusão de PcDs no sistema de ensino com o intuito de mitigar os estigmas e a exclusão promovendo a integração nas escolas.