Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 28/05/2021

No filme “Extraordinário”, é retratado a história de Auggie, um menino que nasceu com uma deficiência facial, que consegue se integrar na sociedade, após passar por diversos empecilhos no decorrer da sua trajetória. Fora das telas, entretanto, tal realidade não tem se reverberado no Brasil atual, haja vista que a inclusão de pessoas com necessidade especiais, ainda não é naturalizada . Esse quadro se deve, essencialmente, à lacuna educacional, bem como o preconceito cristalizado no imaginário coletivo do corpo social.

Antes de tudo, é importante destacar a lacuna educacional como impulsionadora dessa mazela. Consoante a afirmação do líder sul africano Nelson Mandela, " A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo". Conquanto, o ambiente escolar atual não aborda temáticas em sala de aula trabalhando sobre o respeito e integração de pessoas com necessidades especiais, agravando ainda mais essa problemática. Logo, é vital compreender o papel das escolas para combater essa contradição.

Ademais, os paradigmas criados pela sociedade atuam como um complexo dificultador para essa inclusão. De acordo com o conceito de “fato social”, do sociólogo Émile Durkheim, existe uma compreensão compartilhada, imposta pela sociedade, criando hábitos e costumes sociais. Evidentemente, nota-se a concepção equívocada do tecido social de que pessoas com necessidade especiais são infelizes, contribuindo não só para a segregação social, mas também afetando a saúde mental delas.

Portanto, medidas devem ser tomadas para amenizar esse impasse. Para trazer debates sobre a inclusão de pessoas especiais, urge que o governo federal crie, por meio de um decreto federativo, um programa nacional de inclusão social. Tal programa deve promover palestras, lecionadas por pessoas especiais mostrando os obstáculos que elas enfrentam todos os dias. Somente assim, o fato ocorrido no filme “Extraordinário” seja algo cada vez mais comum.