Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 08/06/2021
Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que os desafios da inclusão de pessoas com Síndrome de Down no mercado de trabalho apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Desse modo, esse imbróglio social ocorre devido ao preconceito social e à negligência governamental.
Nesse sentido, é preciso considerar o preconceito da sociedade em relação aos portadores da trissomia do cromossomo vinte um, já que boa parte da população não tem convivência com esses indivíduos e os veem como incapazes de estudar e trabalhar, o que dificulta a inserção dessas pessoas. Outrossim, esse fator pode ser ilustrado na obra “Girafa em chamas” do pintor Salvador Dalí, que embora esteja em chamas, está parada sem qualquer expressão de dor e toda a narrativa traz ênfase para a figura feminina no centro. Fora das telas, os portadores da Síndrome de Down, partilham do mesmo sentimento da girafa, que apesar de dar nome a obra não recebe atenção e precisa agir naturalmente. Dessa maneira, a situação da falta de oportunidades em serem inseridos no mercado de trabalho, pode ser vista como uma problemática envolta em traços críticos, a qual acarreta ainda mais a discriminação.
Além disso, apresenta-se relevante também pautar sobre a ineficácia governamental em capacitar e incluir esse público no mercado de trabalho. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, são praticamente inexistentes os ambientes preparados para receber e integrar esse cidadão. Diante disso, é admissível concluir que o entrave percebido na insuficiência na inclusão de pessoas com Síndrome de Down mostra-se preocupante, porquanto afeta de modo abusivo o público em questão.
Depreende-se, portanto, que é necessário uma atitude efetiva do Estado para solucionar a problemática. Para tal, o Governo Federal, superior a todas as Secretarias estaduais e municipais do Brasil, deve criar palestras interativas para esses indivíduos e gestores de empresas públicas e privadas, por meio de atividades em grupo, com a finalidade de contribuir com a preparação do portador dessa deficiência intelectual e demonstrar ao administrante a importância da inclusão. Sendo assim, espera-se que essa inserção no mercado de trabalho deixe de ser uma utopia para o Brasil.