Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 28/09/2021
O romance filosófico “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, retrata uma civilização perfeita e ausente de problemas. Entretanto, tal obra fictícia não converge com a realidade contemporânea, visto que a inclusão social dos portadores de necessidades especiais apresenta barreiras para concretização do que o autor prega. Destarte, é imperioso a análise dos fatores que contribuem para que esse cenário ocorra.
Em primeiro plano, é notório que essa problemática deriva da baixa atuação de medidas governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Sob esse viés, o filósofo Thomas Hobbes afirma que o Estado é responsável pelo bem-estar da população. No entanto, isso não ocorre no Brasil, haja vista que há ausência de informações sobre a inclusão social de portadores de necessidades especiais em locais públicos. Isso, consequentemente, resulta em um acréscimo dessa problemática.
Outrossim, é válido ressaltar, como promotor do problema, a falta de empatia das empresas com essas pessoas. Segundo o filósofo Zygmunt Bauman, as relações sociais se liquefizeram no mundo globalizado, resultando em uma carência de aproximação pessoal. Nesse sentido, percebe-se que as empresas não têm uma aproximidade com os portadores de necessidades especiais, pois não apresentam a eles um crescimento profissional e acessibilidade de qualidade. Logo, é inadmissível que esse quadro perpetue.
Portanto, é necessário combater esses obstáculos. Para isso, cabe ao Congresso Nacional, mediante ao aumento do percentual de investimento - o qual será proporcionado por uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias - criar campanhas de instruções de direitos e alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais, por meio de palestras ministradas por especialistas na área, como advogados de direitos humanos, em lugares públicos, como em unidades de saúde e praças públicas, a fim de mitigar os desafios da inclusão social de portadores de necessidades especiais no país. Assim, poder-se-á efetuar a “Utopia” de More na sociedade.