Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 16/07/2021

“A pior cegueira é a mental, que faz com que não reconheçamos o que temos a frente.” A afirmação atribuida ao escritor português José Saramago, representa facilmente o comportamento da sociedade diante da exclusão das pessoas com deficiência, já que a falta de reflexão do corpo social garante a invisibilidade desta situação de opressão que permanece sem resolução. Assim, tem-se a falta de políticas públicas como origem deste quadro negativo. Nesse sentido, a ausência de acessibilidade e inclusão social, profissional e educacional dessas pessoas é o promotor desse empecilho.

Precipuamente, é fulcral pontuar a ineficiência do Estado em garantir a inclusão dos portadores de necessidades especiais. Segundo o filósofo Zygmunt Baumam, algumas instituições atuam como “zumbis”, pois perderam sua função social. Acerca dessa afirmação as esferas públicas atuam como tal, aja vista que, falham em incluir essas pessoas nas escolas e na vida profissional, porque a falta de acessibilidade nesses locais como ausência de rampas em entradas para cadeirantes, falta de profissionais, em escolas, qualificados para atenderem surdos e cegos e, também, a discriminação por parte da sociedade em relação a essas pessoas. Logo, tudo isso acaba contribuindo para a exclusão social desse grupo, que acabam ficando restritos de uma vida “normal” com acesso a educação e um plano de carreira.

Entretanto, os problemas não se encontram apenas nas causas da invisibilidade desse grupo, mas sim nas consequências dessa. Por conta das inúmeras barreiras apresentadas a esse grupo, eles acabam ficando excluídos das atividades fundamentais e comum “a todos”. De acordo com dados do site pessoacomdeficiência, mais de 60% das pessoas com deficiência não possuem o ensino fundamental completo, assim, expondo a falibilidade do sistema público no que tange a inclusão e, também, ressaltando que a nossa sociedade está caminhando para um caminho análogo à citação de Saramago. Ademais, em outra pesquisa realizada pela UOL, 48% dos motivos para a falta de profissionais com defiência se deve ao fato da ausência de acessibilidade.

Fica evidente, portanto, que o problema da exclusão das pessoas com deficiência é devido a falta de políticas públicas em incluir essas pessoas na vida educacional e profissional. Dessa maneira, cabe ao Ministério do trabalho inclui-los, por meio de leis que obrigam um certo número de pessoas com defiência em empresas, com a finalidade de aumentar o número de profissionais com necessidades especiais. Cabe, também, ao Ministério da educacão, órgão responsável pela educação no Brasil, tornar escolas mais acessíveis, incluindo rampas nos corredores e profissionais qualificados. Para que, assim, diminua a exclusão desse grupo.