Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 30/07/2021

No curta espanhol “Cordas”, é abordado a relação de amizade entre María e seu colega do orfanato Nicolas, portador de paralisia cerebral. Assim, a narrativa cresce com ela passando a inclui-lo em suas brincadeiras, adaptando-as para que o amigo possa brincar também. Fora da ficção, é fato que essa realidade é totalmente diferente no contexto brasileiro, em que não à inclusão social dos deficientes na sociedade não se faz presente. Isso se dá, principalmente, pela ignorância da comunidade por não mostrar atenção ao assunto abordado, e pela ausência de ações estatais que causa o crescimento desse caso.

A princípio, vale ressaltar que a insciência e falta de importância que a sociedade tem em relação a esse assunto é crescente, e faz com que piore. Segundo o dramaturgo George Bernard, o progresso é impossível sem mudanças, e aqueles que não conseguem mudar as suas mentes não conseguem mudar nada. Sob essa visão, é possível afirmar que a falta de mudanças feitas pela população para lidar com tal temática é um problema, pois pode acarretar um crescimento de doenças mentais como depressão e ansiedade com os portadores dessas deficiências por não ter ninguém ali para lhe reconfortar. Levando, a outros problemas na saúde além da deficiência que já possui.

Outrossim, é necessário apresentar que a ausência de ações estatais é outro fator que faz com que esse caso cresça. Nesse contexto, de acordo com o escritor irlandês Oscar Wilde, o Estado deve fazer o que é útil. Logo, o indivíduo deve fazer o que é belo. Em vista de tal citação, fica evidente que o Estado não cumpre com seu papel de se fazer o que é útil para a inclusão dessas pessoas na sociedade, visto que muitos jovens ainda lutam contra essa exclusão, exclusivamente, por culpa dele ao não inserir esse assunto nos ambientes.

Portanto, medidas devem ser tomadas para o combate à exclusão dessas pessoas especiais. Logo, é preciso que o Conselho Nacional dos direitos das pessoas com deficiências (CONADE) criem métodos com intervenções e palestras com a população, a fim de melhorar a comunicação e a mentalidade entre os mesmos na sua convivência. Ademais, deve-se que o Estado crie um mecanismo de palestras com a sociedade para inserir esse debate aos dias atuais, além de criar projetos para maior acessibilidade dos portadores no cotidiano. Dessa forma, as pessoas, por meio do diálogo e da troca de experiências, devem reconhecer as qualidades e as habilidades que esse grupo social tem, como também se colocar no lugar do outro e assim a realidade vivida em “Cordas” irá crescer no Brasil.