Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 21/09/2021
Segundo a tese de Thomas Sowell, economista estadunidense, quando a sociedade quer o impossível, apenas os políticos mentirosos podem satisfazê-la. A tese defendida por esse americano pode apontar para o fato de que os governantes não irão acabar com a exclusão social dos portadores de necessidades especiais no Brasil, porque é utópico, para Sowell, alegar que tem como extinguir esse entrave social. Outrossim, esses representantes do povo não apresentam medidas eficazes para minimizar a problemática. Destarte, é necessário discutir as principais causas dessa mazela social, que são: a falta de investimento em vias onde passam pedestres e a omissão do Poder Público.
Nesse ínterim, a falta de calçadas brasileiras eficazes com rampas de acesso a esses indivíduos é um dos principais responsáveis pelo agravamento desse fenômeno, uma vez que a mobilidade dos cadeirantes é dificultada, de modo que a cidadania dessa parte da população seja comprometida. Em outras palavras, sob a ótica de Mário Sérgio Cortella, filósofo brasileiro, muitos deficientes não são ofertados com medidas que os atendam, fato que leva a marginalização dos mesmos. Sendo assim, é inadmissível que em um país de alta taxa tributária o Governo não invista em pavimentos para a circulação de pedestres portadores de deficiências físicas especiais.
Ademais, é notória a ineficiência do aparato institucional na garantia de um sistema educacional eficiente e de qualidade, diferente do que prevê a Constituição de 1988. A evidência desse cenário ocorre pela ausência de debates em sala de aula acerca da necessidade de amparar indivíduos limitados fisicamente nas ruas, como auxiliar um cadeirante a subir calçadas mais elevadas ou íngremes. Logo, é revoltante que em um país signatário dos Direitos Humanos o Estado não proporcione medidas que visem na inserção dessas pessoas no âmbito social.
Portanto, em vista dos paradigmas supracitados anteriormente, urge ao Governo, como principal órgão público, promover palestras nas instituições escolares, por intermédio do bom aproveitamento dos impostos e de profissionais especializados, de modo que as alternativas para inclusão portadores de necessidades especiais sejam salientada. Espera- se com isso, uma maior integração dos cadeirantes na sociedade.