Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 21/09/2021
A formação dos grupos nômades na história da humanidade, era fundamental a capacidade adaptativa dos indivíduos em um processo de seleção natural, assim, os que apresentavam restrições físicas eram excluídos da comunidade. Dessa forma, a falta de incentivos para integração dos portadores de necessidades especiais é resultado de uma continuidade da mentalidade antiga. Em vista disso, a ineficiência do Estado na gestão de inclusão social é lamentável, devido ao avanço dos meios para reverter esse cenário e a ausência de projeto sociais na formação e inserção dos cidadãos.
Em primeira análise, o jornal Folha de São Paulo apresentou que cerca de apenas 10% das escolas públicas brasileiras apresentam medidas de acessibilidade aos portadores de necessidades especiais. Diante disso, é notória a baixa atuação do sistema educacional acessível, o que resulta em uma marginalização dos indivíduos que apresentam limitações físicas e psicológicas. Assim, sendo reflexo do conceito de Carlos Tavares -professor de pedagogia na Universidade de São Paulo- sobre a “invisibilidade social”, o que promove uma máscara dos problemas sociais, dificultando os debates e a solução dos problemas. Logo, a necessidade de promover uma educação acessível e a discussão sobre os caminhos para transformar a inserção social é relevante na sociedade contemporânea
Em segunda análise, o estabelecimento das cotas socias é um meio fundamental para a transformação dessa questão humanitária em uma nova realidade social, conforme apresentado o Ministério Público do Trabalho. Mediante a essa medida com extrema importância na socialização, a garantia de vagas para os portadores de necessidades especiais além de promover a inserção social, também, gera um crescimento da influência no cotidiano. Tendo o exemplo os jogos paraolímpicos, o qual resulta em uma maior visibilidade social e quebrar dos preconceitos estabelecidos sobre as limitações. Com isso, mostra-se a importância de incentivo de inclusão social por caminhos alternativos - esporte, cultura e educação.
Portando, frente a essa necessidade de reverter e ampliar a integração social, é de extrema importância o suporto dos órgãos públicos para atuar diretamente na questão da cidadania. Nesse ambiente, cabe ao Estado ampliar e garantir os direitos individuais dos cidadãos com deficiência, com auxílio do setor privado para alavancar a inserção no mercado de trabalho e na sociedade, por meio de benefícios sociais e financeiros aos que aderirem as práticas de sociabilidade – inclusão e acessibilidade. Assim, com uso continuo das atitudes inclusivas à sociedade atingirá, por fim, uma harmonia social com a quebra o preconceito e da mentalidade ultrapassada ainda presente na sociedade brasileira.