Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 01/10/2021

Em agosto de 2021, o Ministro da Educação disse em uma entrevista que crianças com deficiência atrapalham as demais dentro da sala de aula. Essa fala foi fortemente criticada por apresentar um retrocesso no debate sobre inclusão social. As pessoas portadoras de necessidades especiais possuem direito à inclusão assegurado pela lei, porém, ainda é necessãrio promover alternativas para melhorar a integração desses cidadãos à sociedade.

Em primeiro plano, o acesso à educação por pessoas portadoras de necessidades especiais (PNE) ainda é muito inferior ao de pessoas sem deficiência. Cerca de 60 porcento desse grupo não completaram o ensino fundamental. Dentre diversos fatores que causam isso, está o despreparo infraestrutural e dos funcionários das escolas para promover a educação de PNE’s. Esse fato é preocupante, já que com baixa instrução fica mais difícil desenvoler um crescimento pessoal e se inserir no mercado de trabalho.

Em segundo plano, a baixa escolaridade e outro fatores refletem em menor acesso às vagas de emprego. Já existe uma lei que obriga as empresas a destinarem  uma certa porcentagem de vagas para pessoas com deficiência. Porém, por motivos de inadequação com a vaga e falta de condições especiais no ambiente das empresas, essa lei nem sempre é cumprida, não garantindo, então, a real inclusão no mercado de trabalho. Isso mostra, que o projeto de aumentar a inclusão das PNE’s precisa ser amplo e não só jurídico.

De acordo com o que foi discutido, fica evidente que os meios para inclusão de pessoas com deficiência devem ser aperfeiçoados. Para isso, o Ministério da Educação deve realizar um curso para professores que já exercem a profissão e incluir o curso na grade curricular das faculdades de pedagogia também. Esse curso deve abordar temas como Libras e Braile, como lidar da melhor forma com alunos com deficiência mental e a importância e vantagens da inclusão social. Além disso, a Secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência deve fiscalizar melhor os ambientes públicos para garantir que eles são fisicamente acessíveis para todos cidadãos. Dessa forma, a inclusão social das pessoas deficientes avançaria mais e os direitos desse grupo seriam melhor exercídos.