Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 21/10/2021

Interpretando as palavras do gênio Albert Einstein, “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.”, é possível inferir que discriminações presentes na sociedade são dificilmente erradicadas. Em consonância com o físico, portadores de necessidades especiais, parcela desfavorecida da população, enfrentam uma lamentável exclusão, visível por exemplo, em dificuldades de locomoção e no aprendizado. Diante disso, mostra-se essencial discutir o assunto, com o objetivo de ampliar a inclusão de deficientes físicos.

Sob um primeiro viés, cabe destacar as precárias condições de mobilidade urbana, barreira enfrentada diariamente por pessoas especiais. Nesse contexto, é válido mencionar a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que assegura a todos os indivíduos a capacidade de gozar da liberdade, segurança, e outros. Entretanto nota-se uma triste discrepância entre os decretos e a realidade, dado que a premissa garante aos cidadãos uma vida digna. Em outras palavras, a ausência de rampas nas ruas para cadeirantes e sinalizações nas calçadas para deficientes visuais revelam a falta de preocupação do ente municipal com pessoas especiais, causando a marginalização desses sujeitos. Diante do exposto, é visível a falta de políticas públicas para necessitados e a urgência de mitigá-la.

Ademais, é imperioso ressaltar as falhas encontradas no sistema educacional. Assim sendo, cabe resgatar o filme brasileiro “Hoje eu quero voltar sozinho”, que exibe a vida de um jovem cego e suas dificuldades para seguir com os estudos, tendo em vista a falta de infraestrutura de sua escola. Em consonância, fora da ficção, esse cenário é recorrente e perceptível ao analisar a falta de acessibilidade para estudantes surdos e cegos. Em outros termos, a ausência de professores capacitados, que saibam se comunicar na língua de libras, e a falta de materiais em braile causa uma lacuna no aprendizado de alunos de escolas e faculdades, impossibilitando a formação de profissionais competentes. Em suma, o aperfeiçoamento de instituições de ensino, visando maior inclusão, é essencial.

Portanto, diante dos argumentos supracitados, se conclui que a tomada de medidas para incluir socialmente os deficientes é necessária. Logo, cabe ao Ministério da Educação -ente de reconhecida autoridade- impor, como obrigatória, a presença de profissionais que saibam se comunicar em libras em instituições de ensinos que contam com alunos portadores de necessidades, formando então uma sociedade mais justa e igualitária. Além disso, cabe ao ente municipal, promover, em todas as ruas das cidades, a colocação de rampas para cadeirantes-instrumento de grande importância para a mobilidade desses indivíduos-, com a finalidade de facilitar a mobilidade urbana, facilitando o cotidiano de todos.