Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 20/11/2021

Durante a antiguidade romana indivíduos portadores de deficiências eram executados por conta de uma legislação preconceituosa. Entretanto, mesmo com o passar dos séculos, ações segregacionistas se perpetuam por meio de uma estrutura espacial e, ainda, social que não acolhem igualitariamente esses vulneráveis. Assim, seja pela negligência governamental, seja pelo silencio midiático, a condição exclusória sofrida por cidadãos que apresentam nescessidades especiais é um entrave que deve ser revertido.

Em princípio, é nescessário reconhecer o papel negligente do Estado para com a acessibilidade dos portadores de deficiência. De acordo com Gilberto Dimenstein, esses indivíduos usufruem da cidadania de papel, uma vez que os seus direitos legais não se aplicam no cotidiano. Partindo desta premissa, é notório o descaso estatal ao analisar não só a precariedade do sistema de ensino inclusivo, como também a carência de uma infraestrutura adequada. Uma prova desse cenário é a ausência de rampas acessíveis fora da área urbana, inviabilizando a locomoção e, ainda, a baixa adesão ao ensino fundamental por falta de auxílio adequado. Consequentemente, têm-se a exclusão dessa parcela, negando-os seus direitos cidadãos.

Ademais, o silêncio midiático corrobora na persistência de uma sociedade segregacionista para com os portadores de nescessidades especiais. Tal premissa pode ser refletida a partir do argumento da autora Djamila Ribeiro, a qual afirma que é nescessário retirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Nesse viés, é impróprio o posicionamento da midia diante da problemática, haja vista que a sua omissão impede o debate de alcançar o meio popular, mantendo-os na ignorância. Prova desse cenário é a carência de informação que a população apresenta, fato este que agrava o preconceito. Com efeito disto, tende-se a manter a situação opressora na inércia social.

Portanto, diante das conjunturas abordadas medidas devem ser tomadas. Sendo assim, é papel do Ministério da Educação provir acessibilidade inclusiva nas instituições de ensino por meio do implemento de auxiliares educacionais específicos com o fim de garantir o direito a cidadania tal como ansiava Gilberto Dimaraes. Concomitantemente, empresas privadas devem divulgar informações acerca dos empecilhos sofridos pelos portadores de deficiência, por intermédio da mídia televisiva, com o intuito de conscientizar a população em massa, através das propagandas em TV aberta este entrave deverá ser cenado. Feito isso, a sociedade nocisa vivenciada na roma antiga permanecerá apenas na história.