Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 06/02/2022

Segundo o físico Albert Einstein,  é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito. Partindo dessa declaração, ao analisar a exclusão social de pessoas deficientes no Brasil, percebe-se que tal condição persiste no cotidiano. Sendo assim, cabe salientar seus potencializadores, como a aversão ao diferente, impregnada na sociedade, atrelada ao estereótipo de incapacidade que paira sobre os indivíduos com necessidades especiais.

Nesse contexto, a comunidade trata os deficientes, muitas vezes, de maneira discriminatória. Assevera-se a isso, os mil anos de poderio da Igreja Católica sobre o continente europeu, a qual associava os casos de deficiência aos castigos divinos. Nesse âmbito, a propagação de ideias preconceituosas acerca de deficientes deu-se de maneira paralela à colonização e formação do povo do brasileiro. Além disso, a biologia mostra com a teoria darwinista que nem sempre os mais fortes sobrevivem ao meio, mas que o melhor se adapta às novas circunstâncias. Assim, lidar com a precária acessibilidade, por exemplo, a ausência de vias públicas aos cadeirantes, pela falta de verba do governo, torna-se um desafio recorrente à inclusão no corpo social.

Ademais, perpetua-se a ideia preconcebida de inabilidade aos portadores de deficiência. Isso fica evidenciado pela inexpressiva ocupação desse grupo no mercado de trabalho brasileiro, ao qual a legislação trabalhista determina uma pequena porcentagem de vagas por cotas, em torno de 2 % a 5%. Aliás, sendo essas, na maioria, ocupações inferiores e de baixa remuneração comparadas a das demais categorias sociais, persiste o pensamento que subestima a capacidade dos deficientes. Neste viés, tal conduta se mostra análoga ao modelo da sociedade militar de Esparta, na Grécia Antiga, na qual após o nascimento, caso a criança apresentasse algum problema físico, era considerada inábil às batalhas e, por conta disso, sacrificada. Não diferente, então, os deficientes serem postos ao descaso e comparados a uma mácula para o meio social, na contemporaneidade nacional.

Portanto, a reflexão einsteiniana encontra-se em vigor na sociedade brasileira, em que medidas urgem para combater o  preconceito aos portadores de necessidades especiais. Logo, é dever do Governo, em sua esfera estadual e municipal melhorar a acessibilidade urbana, por exemplo, com reformas nas ruas, escolas e hospitais, para a inclusão de rampas, sinalizações, assim como, agentes preparados a darem tratamento diferenciado. Dessa forma, permitir que todos desfrutem dos espaços sociais igualmente. Também, o Ministério do Trabalho, junto às ONGs, deve promover a capacitação dessas pessoas, potencializando suas mãos de obra e o Ministério da Educação habilitar os educadores para lidar adequadamente com as necessidades especiais desses estudantes.