Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 06/02/2022
Nas histórias em quadrinhos da Marvel, os personagens Thor e Demolidor apresentam deficiências físicas, o primeiro, em sua forma humana, tem dificuldade de locomoção, enquanto o segundo é deficiente visual. No entanto, ambos superam suas dificuldades e lutam contra vilões com o objetivo de defender pessoas e alcançar justiça social. Em contraste com essa ficção, a realidade dos deficientes físicos enfrenta desafios cotidianos que interferem diretamente na sua inserção social, bem longe da dinâmica dos Vingadores.
Nesse contexto, é válido ressaltar que o dia a dia dos indivíduos com alguma deficiência física é composto por uma série de obstáculos no espaço urbano. A falta de rampas ou elevadores atrapalha e, até mesmo, impede o acesso a determinados locais que proporcionam cultura, lazer, além de atividades básicas como as da educação e do trabalho. A exemplo disso, muitas escolas têm fatores limitantes: falta de estrutura e profissionais capacitados, que contribuem para a manutenção do problema. Nesse viés, a ausência de professores que saibam a linguagem de libras e consigam trabalhar com públicos diversos inviabiliza o processo de inclusão.
Por outra perspectiva, as Paralimpíadas, apresentam à sociedade uma forma eficiente de integrar essas pessoas por meio do esporte. Embora não seja um evento tão divulgado pela mídia, quanto as Olimpíadas, ele vem sendo um marco importante desde a sua criação em 1960. Por consequência disso, a rotulação de incapazes e a visão determinista sobre essa porção da população tem sido combatida. Ainda, as recentes Propostas de Emendas Constitucionais aprovadas. Dessa forma, a Lei Romário e o Estatuto da Pessoa com Deficiência, constituem políticas afirmativas para com quase 30 % dos brasileiros, percentual esse, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que representam os cidadãos brasileiros com alguma limitação física.
Portanto, a fim de minimizar a situação, alternativas de caráter prático devem ser tomadas. Então, é dever do governo, em sua esfera estadual e municipal melhorar a acessibilidade urbana, por exemplo, com reformas nas ruas, escolas e hospitais, para a inclusão de rampas, rotas acessíveis, sinalizações, assim como, agentes preparados a darem tratamento diferenciado aos indivíduos. Dessa maneira, permitirem que todos desfrutem dos espaços sociais igualmente. Também, o Ministério do Trabalho, junto às ONGs, deve promover a capacitação dessas pessoas, potencializando suas mãos de obra e o Ministério da Educação habilitar os educadores para lidar adequadamente com as necessidades especiais desses estudantes. Por fim, as mídias sociais exercerem sua função social, desmistificando a deficiência e promovendo uma consciência coletiva inclusiva.