Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 14/09/2022

“A vontade geral deve emanar de todos para ser aplicada a todos”. A frase do filósofo suíço, Jean Jacques Rousseau, sintetiza bem o deveria ser feito para existir uma sociedade sem exclusão. Embora, na prática, pessoas com deficiência ainda não são uma prioridade com atenção suficiente no cenário brasileiro. Sendo assim, medidas alternativas devem ser tomadas para reverter essa situação no ambiente escolar e de trabalho.

Em primeiro lugar, é preciso destacar, o quanto o sistema educacional é incompleto para atender a demanda dessa população. Segundo o escritor inglês, Peter Mittler, no seu livro " Educação Inclusiva - Contextos Sociais", que faz uma reflexão sobre a urgência de políticas públicas que viabilizem o ensino inclusivo. A falta de preparo de educadores, da adaptação desse ambiente e de discussões de como ter mais dessa minoria dentro da sala de aula, só aumenta o pensamento que, a educação no Brasil, não é para todos.

Além disso, a carência de deficientes no mercado de trabalho, é outro problema. A Lei de Cotas, que provém que empresas com mais de cem funcionários, devem reservar 2% das suas vagas para PCDs. Porém, uma pesquisa da Secretaria do Estado da Pessoa com Deficiência, mostra que mais de 30% dos entrevistados mesmo tendo carteira assinada estão desempregados. Assim, não é preciso só garantir vagas, mas prever também a acessibilidade para todos os tipos dos empregados que possuem essa condição, junto com os mesmos direitos que os outros trabalhadores tem.

Em conclusão, existem problemas, que dificultam a realização dessas medidas alternativas e devem ser corrigidos. O Minstério da Educação, grande órgão responsável pelo ensino e formação de profissionais, deve se atentar a importância desse tópico, investindo em cursos profissionalizantes na área pedagógica, para que os educadores saibam como lidar com pessoas portadoras de necessidades especiais, junto a isso, deve existir toda a acesssibilidade necessária, afim, do aluno, se sentir incluído igual os demais. Além disso, as empresas devem ter políticas anti capacitistas, garantindo os mesmos direitos e oportunidades para todos. Com a vontade de todos, como fala Rousseau, teremos inclusão de verdade.