Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 12/11/2022

No filme “Como eu era antes de você” é narrada a história e as dificuldades vivenciadas por Will, um jovem deficiente físico que busca a sua inclusão na sociedade. Fora da ficção, é fato que as dificuldades sofridas pelo protagonista podem ser relacionadas àquelas vivenciadas por milhões de pessoas portadoras de necessidades especiais no Brasil. Sob esse viés, faz-se crucial analisar as causas que agravam esse problema, dentre as quais se destacam não só a negligência governamental, como também a indiferença e o desrespeito social.

Diante desse cenário, é importante ressaltar a indiligência estatal como um dos agravantes da falta de inclusão de pessoas portadoras de necessidades especiais no Brasil. Tal conjuntura, segundo as idéias do filósofo John Locke, configura-se como uma quebra do “Contrato Social”, dado que o Estado não cumpre com eficácia sua função de proporcionar políticas públicas de inclusão para todos esses indivíduos, como por exemplo uma boa infraestrutura e educação inclusiva nas escolas, garantindo a formação educacional e a capacitação para o mercado de trabalho.

Ademais, é fundamental apontar a indiferença social como outro impulsionador da falta de inserção social das pessoas com deficiência. O intitulado “Paradoxo do Mal”, livro escrito por Vladimir Jankelevitch, exemplifica a cegueira ética do homem moderno, ou seja, a passividade das pessoas frente aos problemas enfrentados pelo próximo. Essa situação se agrava porque, infelizmente, muitas vezes a sociedade não se movimenta em prol da inclusão, adquirindo uma postura frequentemente individualista por não estimar como a inclusão social garante para essas pessoas o sentimento de pertencimento, digno de todo indivíduo.

Portanto, fica evidente a necessidade de garantir a inclusão social para todos os portadores de necessidades especiais. Para isso, o Governo Federal em parceria com o Ministério da Educação, deverá promover melhorias na acessibilidade das escolas por meio da criação de rampas e banheiros adaptados, bem como a capacitação de profissionais e palestras de conscientização, a fim de proporcionar um aprendizado de qualidade para todos. Desse modo, narrativas como a de Will deixarão de ser uma realidade paralela a da atual sociedade brasileira.