Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 20/10/2023
A Declaração Universal dos Direitos humanos assegura que os portadores de deficiência devem ser reconhecidos com igualdade de condições como as demais pessoas, em todos os aspectos da vida. Entretanto, tal contexto, ainda apresenta-se como desafio na sociedade brasileira, visto que, torna-se necessário estabelecer alternativas de inclusão eficientes a esse grupo. Sendo assim, para reverter essa problemática, é preciso compreender como o descaso governamental e a presença de lacunas educacionais intensificam tal mazela.
Em primeira análise, é interessante pontuar o descaso do governo em assegurar, de maneira efetiva, os direitos fundamentais aos portadores de deficiência. Nesse sentido, segundo o escritor brasileiro Gilberto Dimenstein em seu livro “O Cidadão de Papel”, as leis são sólidas na teoria, mas não se concretizam na prática. Sob tal ótica, percebe-se que a descrição formulada pelo escritor define a situação vivenciada pelos deficientes, uma vez que, estados e municípios não viabilizam planos para garantia do bem estar desses cidadãos, afinal os programas para pessoas com alguma deficiência são, em geral, os que possuem menores verbas. Nessa perspectiva, para que as alternativas propostas pela DUDH sejam efetivadas é inadmissível a ineficácia das leis.
Ademais, vale ressaltar que o corpo social, imerso na presença das lacunas educacionais contribue para a não efetivação das alternativas de inclusão. Dessa maneira, parafraseando o pensador Nelson Mandela- a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo, por esse motivo, é fato que a sociedade brasileira precisa do fortalecimento de um sistema educacional baseado na diversidade. Afinal, o estigma e a falta de conhecimento sobre algumas deficiências ainda é um desafio.
Logo, para estabelecer alternativas de inclusão aos portadores deficiência é necessário um plano de ação mais eficiente. Portanto, o governo, deve promover políticas públicas que fortaleçam as leis e destine verbas para a garantia do bem-estar dos deficientes. Além disso, o Ministério da Educação deve divulgar a verdadeira situação vivenciada por esses cidadãos, através de campanhas capazes de quebrar o estigma social. Somente assim, o país construirá diretrizes genuínas.