Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 23/04/2024
Durante a Segunda Guerra Mundial, em prol da chamada “limpeza social”, inúme-ras pessoas com deficiências foram assassinadas nas clínicas de eutanásia nazista. Similarmente, embora sejam assistidos por uma constituição democrática, no Brasil contemporâneo, ainda há portadores de necessidades especiais diante de repugnantes entraves. Tais dificuldades se dão mediante à falta de letramento da sociedade, sequenciada da precarização do acesso a essas pessoas.
Primeiramente, na sociedade brasileira, a débil fluência social a respeito de defici-ências, sejam físicas ou cognitivas, evidencia a falta de letramento nessas questões; o que manifesta-se como capacitismo - preconceito à PCD. Segundo Voltáire, filósofo iluminista, preconceito é opinião sem conhecimento. Dessa forma, o pensador tangibiliza ideais considerados intrínsecos ao indivíduo que, pela ótica racional do iluminismo, perpetuar-se-ão somente na ausência de estudo e pensamento crítico. Em vista disso, portadores de necessidades especiais, como perda parcial ou total da visão, TEA, surdos, paraplégicos, entre outros, sequer são considerados merecedores de espaço e/ou respeito.
Dessarte, a partir da omissão dos direitos dessa parcela da população, a precari-zação do acesso se torna constante nos edifícios e instituições públicas e privadas no país. Como demonstra R.J. Palácio, na obra literária “O extraordinário”, com o personagem August que até certa idade não frequentava a escola por receio da fal-ta de inclusão dessa. Do enredo literário à realidade, vale ressaltar a ineficácia da simples integração do indivíduo no ambiente, afinal, devem-se tomar medidas - como construção de rampas, tradutores de libras e profissionais especializados - para sua devida acessibilização em instituições importantes a todos, como a escola.
Diante desse quadro, materializa-se a necessidade de alternativas de inclusão so-cial dos portadores de necessidades especiais no Brasil. Para tanto, a fim de letrar os jovens, cabe às escolas, construtoras da ética, lecionar, por meio de projetos na matéria de cidadania, acerca de vivências diferentes de deficientes. Ademais, é dever do Estado, por meio de verbas públicas, arquitetar medidas práticas de melhoria estrutural, como implantação de rampas nas calçadas, para acessibilizar o direito, assegurado pela Constituição, de ir e vir de cada cidadão.