Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 01/11/2017
A medalha que o Brasil precisa
Panamericanos. Surdolimpíadas. Paralimpíadas. O Brasil tem conquistado diversas vitórias nessas competições internacionais. No entanto, no que refere-se à inclusão social da população, a qual esses atletas pertencem, dentro do país, pode-se perceber que o saldo é de derrotas, visto que ainda não recebem o devido cuidado e respeito aos seus direitos.
A princípio, é importante reconhecer que a exclusão social se inicia na infância, principalmente na educação. Elaborado em 1994, o projeto de integração dos portadores de necessidades especiais às escolas regulares não promoveu a devida inclusão deles, uma vez que as instituições são inaptas para recebê-lo, pois não possuem infraestrutura acessível e professores devidamente preparados, além dos alunos “normais” não serem instruídos sobre como lidar com as diferenças. Esses aspectos promovem bullying e dificuldades que fazem os deficientes se sentirem excluídos e, por conta disso, abandonem os estudos. Tal fato é provado pelo censo da educação em 2010, cujos dados mostram que mais de 60% dessa comunidade possui o ensino fundamental incompleto.
Nesse sentido, suprimir os portadores de deficiências é, também, ignorar o governo do povo. Para Clemente Attlee, a democracia não é apenas a lei da maioria, mas a lei da maioria respeitando os direitos da minoria. Dessa forma, ao negligenciar-se a inclusão social, mediante aplicação de políticas ineficazes, determinada pela Constituição Federal de 1988, não só prevalecem as injustiças e preconceitos, como despreza-se o regime político vigente.
Portanto, fica claro que integrar socialmente as pessoas com necessidades especiais é imprescindível na democracia. Para atingir tal objetivo, é necessário adaptar a sociedade e os imóveis por meio da ação conjunta entre o Ministério da Educação e as administrações dos municípios para que, em médio prazo, eles garantam a acessibilidade nas escolas e cidades com reformas estruturais e aulas aos professores e alunos, como lições de Libras, Braille e esportes em que todos participem. Fazendo isso, as medalhas olímpicas serão apenas ornamentos para o principal troféu do deficiente brasileiro: o respeito.