Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 02/11/2017
Sabe-se que os seres humanos, por serem constituídos por órgãos não tão protegidos, podem apresentar anomalias genéticas e sofrer acidentes que podem dificultar a vivência dos indivíduos que afetados e que estes, durante grande parte da história, foram perseguidos ou isolados da sociedade, como visto na Idade Média os assassinatos de leprosos e, no século XX, as políticas eugenistas nazistas de Hitler que ordenavam a eutanásia de cidadãos com deficiência. Contudo, mesmo com um passado conturbado, a difusão do conhecimento científico nos últimos séculos possibilitou que a população passasse a tratar essas diferenças como algo normal, o que culminou no desenvolvimento de políticas públicas de inserção. No entanto, apesar desse notável progresso, o Brasil ainda carece de alternativas para inclusão social dos que possuem necessidades especiais.
Já dizia o ditado popular: “não se começa uma casa pelo teto”. No ano de 2017, o Congresso Nacional aprovou a lei de cotas para o ingresso de pessoas com deficiência no ensino público superior, o que passa a “quitar” a dívida histórica e permitir a ascensão social desse grupo. Porém, o que se observa é que o problema não se encontra no topo da educação, mas sim na base, como apontado no Censo 2010, que mostra que mais de 60% dessa parcela da sociedade sequer possui ensino fundamental completo. Tal fato se deve principalmente à falta de acessibilidade nas escolas tanto públicas quanto privadas, o que impossibilita a locomoção e a boa convivência destes com o espaço escolar.
De nada adianta impor que as empresas contratem pessoas com deficiência, se não há pessoas capacitadas a lidar com elas. Desde o século passado, o Ministério do Trabalho exige que empresas com um determinado número de funcionários contrate um percentual de colaboradores com deficiência. Mesmo que essa lei tenha apresentado resultados positivos, uma pesquisa da Folha de São Paulo apontou que falta preparação dos gestores para atender de forma efetiva as necessidades dessa categoria, o que barra o desenvolvimento destes profissionais.
Portanto, a fim de oferecer alternativas a inclusão social das pessoas com necessidades especiais, cabe ao Ministério da Educação, um aporte para a melhoria da infraestrutura nas escolas de ensino básico para possibilitar a instalação de rampas, banheiros e carteiras adaptadas para o atendimento desses alunos. Além disso, cabe ao Ministério do Trabalho, em atuação conjunta com os sindicatos locais, a capacitação dos funcionários para atuar em ambientes de trabalho com pessoas com deficiência, para criar um bom ambiente e possibilitar o desenvolvimento profissional de deficientes.