Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 03/11/2017
A educação como transformador social
‘‘Se a educação sozinha não transforma a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda.’’ Essa ideologia estabelecida pelo filósofo educador Paulo Freire, na qual o ensino é capaz de configurar as relações ética e moral, reflete a possibilidade de mudança no dilema dos deficientes e alternativas para a inclusão social dos portadores de necessidades especiais no Brasil. Desse modo, é preciso que existam ações efetivas para que ocorram mudanças radicais na sociedade.
Em primeiro lugar, a seara governamental é a principal responsável pela continuidade do transtorno social. A Constituição Federal, cujas leis garantem direitos que devem ser respeitados, no Artigo 205, determina que todos possuem o direito de qualidade e igualdade na educação. Nesse viés, a educação precária intensifica as péssimas condições para proporcionar a assistência aos deficientes, ocasionando a violação da Carta Magna pela negligência e, consequentemente, o abandono na educação e a exclusão social.
Além disso, todo ser humano possui direitos imprescritíveis, personalíssimos e inalienáveis. A Segunda Geração dos Direitos Humanos surgiu com a Revolução Industrial, e tem como marca o papel do Estado em garantir direitos de oportunidade iguais a todos os cidadãos. Nesse contexto, é inadmissível que o Brasil – signatário dos Direitos Humanos – perpetue ações contrárias às leis estipuladas pela constituição e Direitos Humanos, em que falta estrutura no ensino e também na saúde pública, o que falta médicos especializados e medicamentos essenciais para os deficientes.
Portanto, propostas devem entrar em vigor a fim de solucionar problemas já mencionados. Para tanto, o Governo deve impulsionar as mudanças e a inclusão social, fiscalizando severamente as denúncias contra a irregularidade na saúde e educação com o incentivo de delações, vinculado ao Ministério da Educação, devem realizar o planejamento para as modificações nas escolas e na infraestrutura para a acessibilidade e no amparo aos portadores de necessidades especiais para ocasionar a inclusão nas escolas. Ademais, o Ministério da Saúde deve ampliar postos de atendimento com especialização aos médicos para melhor atendimento aos deficientes, criando programas e cursos específicos no atendimento aos portadores de necessidade especiais, com nova infraestrutura e apoio na melhor qualidade de vida, preservando a dignidade humana e igualdade em direitos. Assim, o Brasil abandonará as frustrações e a democracia tornar-se-á realidade.