Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 04/11/2017
Na série americana “Glee”, o estudante Artie passa inúmeras frustações por ser deficiente, como discriminação e despreparo físico. Estamos enganados, porém, se pensarmos que na realidade essa situação é diferente, e que esse povo não convive rodeados de olhares preconceituosos. As cidades não oferecem acessibilidade à eles, e nós não contribuirmos para incluí-los no âmbito social. Diante desse contexto sociopolítico, torna-se preciso analisar e reverter tais situações enfrentadas diariamente por essas pessoas que, perante a lei, são iguais como todos.
A priori, é válido ressaltar que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IGBE), 24% da população brasileira possui deficiência; cidadãos que, constantemente, buscam oportunidades de viver em sociedade. Cabe pontuar que no país existem escolas especiais que atendam alunos com determinadas necessidades, no entanto, as mesmas não desenvolvem autonomia e limitam a pessoa à aprendizagem e segregação. Outrossim, o sistema regular de ensino se encontra despreparado para recebê-los: falta estrutura, métodos inclusivos, além dos professores não qualificados. Tal fato é lastimável, visto que a inclusão do indivíduo com deficiência na educação regular desconstruirá preconceitos e abrirá caminhos para a diversidade, seguindo assim, o pensamento do ex-líder africano Nelson Mandela: ‘’A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Posteriori, outro aspecto relevante é a visão esteriotipada da população, que enxerga as pessoas com limitações de longo prazo incapazes, em razão de a deficiência ser associado à doença. Assim sendo, é perceptível a ocorrência da exclusão dessa parcela da sociedade, muitas vezes, havendo até insultos devido à alguma imperfeição física ou moral contra esses indivíduos. Esse processo vai de encontro ao Estatuto da Pessoa com Deficiência, no qual determina que nenhum cidadão com condições restritivas sofrerá discriminação e considera crime qualquer tipo de hostilidade. O desrespeito à vagas destinadas aos cadeirantes exemplifica esse problema.
Por isso, medidas precisam ser tomadas para alterar o cenário vigente. O Ministério da Educação (MEC), em parceria com a iniciativa privada, deve capacitar nacionalmente os professores para abranger todas as deficiências. Com o fito de possibilitar a interação e aceitação das diferenças e dirimir preconceitos, as Instituições de Ensino públicas e privadas podem organizar gincanas pedagógicas e esportivas com a participação de alunos com e sem deficiência. Ademais, cabe ao Poder Legislativo a revisão do Estatuo da Pessoa com Deficiência, com objetivo de aumentar as sanções quanto ao descumprimento, especificamente em respeito às multas e penas de reclusão. Dessa forma, o país estará caminhando para o bom convívio da nação.