Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 19/10/2024

Segundo Jonh F. Kennedy-antigo presidente americano-“Lutar pelo direito dos deficientes é uma forma de superar nossa própria deficiência”. Sob tal lógica, fundamenta-se a necessidade de não negligenciar as alternativas para a inclusão social dos portadores de necessidades especiais, visto que na percepção do autor, a batalha para inclusão social dos mesmos é uma forma de superação. Dessa forma, esse cenário precisa ser analisado, considerando: o esporte como meio de inclusão e o despreparo das escolas brasileiras.

Diante disso, as práticas esportivas configuram-se como importantes ferramentas de inclusão social. O documentário “Para todos” mostra a trajetória e desafios de atletas paralímpicos até os Jogos Paralímpicos Rio 2016 e retrata o prestígio social alcançado pelos participantes medalhistas. Sob essa ótica, o esporte funciona para mitigar as desigualdades sociais e corrobora com o processo de inclusão do indivíduo com necessidades especiais, pois, a concepção de incapacidade é contida por meio de conquistas nas modalidades. Por conta disso, a Constituição de 1988 assegura, em seu artigo 227, a prática esportiva para todos os cidadãos.

Além disso, é notório a falta de preparo das instituições públicas de ensino frente a questão das pessoas PCD. Antes de mais nada, a falta de infraestrutura escolar que suporte um deficiente físico é um agravante da discriminação social muito frequente em grande parte das escolas. Consoante, as metodologias arcaicas e a falta de ferramentas de inclusão de pessoas com problemas cognitivos e mentais configuram-se como principal fator da evasão escola por esse grupo. De acordo com o IBGE, apenas 0,42% das pessoas com alguma deficiência conseguem completar o ensino regular. Esse dado exemplifica a necessidade de formar professores capazes de incluir e incentivar esse grupo minoritário.

Logo, é urgente que as alternativas para pessoas com necessidades especiais sejam tratadas com sua devida importância. Dessa maneira, faz-se necessário que o MEC capacite profissionais de ensino, por meio de cursos específicos voltado para inclusão, para que lidem de forma adequada com as crianças deficientes. Desse modo, a equidade e inclusão serão regra sobre o sistema de ensino brasileiro.