Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 06/11/2024

Desde 1940, as apostas e os jogos de azar são proibidos no Brasil, medida que foi adotada sob o argumento de proteger a sociedade de práticas consideradas prejudiciais à moral e aos bons costumes. Diante desse cenário, é notável a preocupação com a popularidade de apostas esportivas, impulsionada pela tecnologia e pela internet que acompanha desafios as restrições legais. Sob esse viés em virtude da desinformação social e da lacuna educacional surge um complexo problema na contemporaneidade.

Em primeiro plano, cabe ressaltar a falta de informação no cenário das apostas. De acordo com Pierre Bourdieu sobre “A informação é uma arma de poder.” Sua frase sintetiza a ideia de que o acesso ou a falta de informação pode ser usado para influenciar e controlar a sociedade. Sob essa lógica, há uma forte desinformação a cerca do tema que torna as pessoas vulneráveis a propagandas enganosas. Sem entender os riscos reais, muitos acreditam em promessas de lucros rápidos e fáceis, como consequência, muitos caiem em armadilhas resultando em perdas significativas. Portanto o quadro apresentado precisa ser alterado.

Ademais, é importante salientar o desleixo escolar ao abordar o assunto. O filme “Rede de Ódio” (The Hater) retrata como um jovem usa as redes sociais para manipular opiniões. Sob esse prisma, o filme expõe a vulnerabilidade de quem não possui um pensamento crítico sobre conteúdos manipulativos, como as propagandas de apostas. Tal situação ocorre pela falta de educação escolar sobre o uso responsável da tecnologia e a identificação de armadilhas digitais. Assim sendo, os jovens ficam ainda mais expostos a riscos e a perdas.

Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Com esse propósito, é preciso que a Agência Nacional de Telecomunicações invista na fiscalização e promoção de campanhas educativas para o uso responsável da internet por meio de parcerias com plataformas digitais a fim de proteger os usuários contra fraudes online. Paralelamente, o Ministério da Educação deve promover conteúdos pedagógicos para abordar o uso responsável da tecnologia por meio da educação midiática com o objetivo de combater a desinformação desde a base escolar. Somente assim uma sociedade livre de golpes digitais e de fraudes será consolidada.