Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 02/04/2018

“Não há nada de tão absurdo que o hábito não torne aceitável”, a partir da frase do filósofo, Erasmo de Roterdã, é possível correlatar hábitos de civilizações antigas, tais como a grega e a romana, que perduram até a sociedade pós-moderna apesar de nuances. A exclusão de indivíduos portadores de necessidades especiais na esfera socioeducativa , assim como a repulsa à essa camada por parcelas da sociedade, são exemplos de vezos que ainda perseveram.

A constituição federal do Brasil discorre que tem-se como direito e dever do cidadão: uma educação inclusiva e de qualidade, bem como a assistência aos desamparados, assim como o dever de educar e proteger nossos semelhantes. Todavia, a processão dessas normas não têm sido efetuada de maneira correta, fato é que o Poder Executivo não perfaz esse direito, tanto quanto não há cumprimento da sociedade para com seus deveres. Segundo Aristóteles, a política tem como essência a garantia da felicidade do cidadão, entretanto nota-se que tal conceito mantém-se longe da realidade brasileira visto que a oferta não apenas da educação inclusiva, como também da preparação do número suficiente de professores especializados no cuidado com portadores de necessidades únicas não está presente em todo o território nacional, fazendo os direitos permanecerem no papel.

Vale ponderar que o preconceito para com deficientes por parte do povo é reflexo da valorização dos padrões criados pela consciência coletiva. Outro ponto relevante, nessa temática, é o conceito de Modernidade Líquida de Zygmunt Bauman, que explica a redução das atitudes éticas pela fluidez dos valores, a fim de atender aos interesses pessoais, aumentando o individualismo. Desse modo, o sujeito, ao estar coagido nesse sistema líquido, acaba por perpetuar a exclusão e a dificuldade de inserção educacional da parcela com limitações psicofisiológicas, por causa da redução de um pensamento coletivo, em especial visando o bem estar dos menos privilegiados. Em vista disso, os desafios para a inclusão de tais deficientes físicos estão presentes na estruturação individualista e egocêntrica da sociedade contemporânea, diminuindo as oportunidades sociais e educativas dessa minoria.

Faz-se, portanto, necessário a tomada de medidas que alterem o hodierno cenário do país. Cabe ao Ministério da Educação propor oficinas educativas ministradas por filósofos e sociólogos visando ilustrar a mente das massas de forma a orientar a inserção social e educativa de deficientes físicos, bem como a capacitação de pedagogos e professores dessa parcela por viés de materiais instrutivos. Ademais a intensificação da fiscalização em relação ao cumprimento dos direitos e deveres do cidadão por parte do Poder Judiciário torna-se vital, tornando passível o uso de multas como forma de repreensão, afim de se estabelecer o lema ordem e progresso da nossa bandeira.

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