Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 26/03/2018

As leis possuem diversos objetivos, um deles é reduzir as desigualdades que a sociedade se mostra incapaz de transpor por vontade própria, por exemplo, a lei da inclusão da pessoa com deficiência no Brasil. Essa determinação foi uma conquista por meio de luta nacional e internacional, pois, é uma tentativa de garantir direitos para os segregados. Na atualidade, o grande desafio é oferecer meios para os portadores de necessidades especiais possam ser inseridos na sociedade.

O físico teórico inglês, Stephen Hawking, que possuia esclerose lateral amiotrófica e seu corpo se encontra “preso” a uma cadeira de rodas e um cilindro de oxigênio, porém sua capacidade mental era tão superior a esse “pequeno” obstáculo, que ainda trabalhou e motivou milhares de pessoas pelo mundo até os últimos dias de vida. Tal exemplo confirma que o indivíduo pode sobrepor as “deficiências”, quando não se abate e as pessoas ao seu redor ofereçam condições mínimas para que suas habilidades sejam evidenciadas.

Os paratletas são outra comprovação de superação, porque, os maiores desafios não são longos treinamentos e sim a falta de patrocínio e o preconceito instaurado e velado. Lamentavelmente, isso foi verificado na última paralimpíada, Rio 2016, quando os desportistas foram entrevistados e suas batalhas diárias foram reveladas. O enfrentamento sobre a intolerância e a dificuldade financeira fornecem argumentos suficientes para a urgência em reduzir os danos colaterais de ser um cidadão, por vezes, negligenciado.

Logo, percebe-se que para solucionar as questões expostas é necessário a maior visibilidade de personalidades com limitações por meio de campanas publicitárias veiculadas nos meios de comunicação com o objetivo de aumentar a autoestima dos demais portadores e dos familiares, e dessa maneira, proporcionar a descoberta de talentos. Já por meio de investimentos público-privado em hospitais como Rede SARAH, para que os paratletas possam dispor de um atendimento especializado e melhorar ainda mais o desempenho em práticas esportivas, além de garantir uma melhor qualidade de vida. No que se refere ao campo educacional, capacitação de profissionais com a finalidade de assegurar um ensino de qualidade, e com isso, aumentar as chances no mercado profissional. Além, claro, de uma fiscalização permanente sobre a lei de inclusão para que essa determinação não seja mais uma que só se encontra no código civil.