Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil
Enviada em 01/10/2018
No Brasil hodierno, a baixa qualidade do sistema educacional é uma questão a tratar. Tal problemática, que infere diretamente no desenvolvimento do país, não deve ser vista somente como resultado do restrito acesso à educação a uma parte da população, mas também como uma consequência da manutenção de métodos arcaicos de ensino. À vista disso, faz-se necessária a ação do governo visando a ampliação e o progresso da educação.
Com efeito, é possível identificar as desigualdades sociais, fator explícito no cenário brasileiro, como razão fundamental da ineficiência da educação nacional. Por esse viés, os jesuítas, ao se estabelecerem no país, deram início a um processo de instrução hierarquizado, sendo a catequese direcionada aos indígenas e a educação restrita à elite. Atualmente, no entanto, esse contraste ainda se faz presente, uma vez que dados da Unicef, Fundo das Nações Unias para a Infância, mostram que a evasão escolar é maior entre os mais pobres. Uma das causas para essa exclusão é, sobretudo, a centralização das instituições de ensino, o que dificulta a mobilidade e, consequentemente, a formação dos jovens oriundos de regiões afastadas dos centros urbanos.
Outrossim, é preciso destacar a vigente metologia educacional pouco dinâmica como um dos principais desafios acerca do tema. A maior parte das instituições de ensino no país não apresentam um meio atrativo à crianças e adolescentes, contribuindo com o desinteresse escolar presente na sociedade. Vygotsky, em sua Teoria da Aprendizagem, defende que o docente deve fazer da sala de aula um ambiente arrojado, que seja capaz de manter o aluno engajado e, desse modo, o estimule a exercitar seu intelecto de forma independente. Todavia, a atual pedagogia, que se limita, em muitos casos, ao uso da oratória e as matérias fundamentais, configura a escola como um sistema falho no quadro brasileiro.
Destarte, é imprescindível uma reforma estrutural no setor, que torne a educação onipresente e eficiente. Para tanto, o Governo deve investir na construção de mais escolas ao redor do país, com enfase em regiões mais distantes das capitais, como nos sertões e áreas rurais, além de garantir a circulação de transportes escolares gratuitos para estudantes mais pobres, evitando que jovens sejam excluídos do acesso à educação pela distância ou dificuldade de locomoção. Já o Ministério da Educação precisa promover uma mudança no ambiente escolar, adicionando novas atividades na grade curricular nacional, como teatro e robótica, tornando o espaço mais atrativo ao aluno. Também é sua tarefa orientar o professor, com cursos preparatórios que incentivem o profissional a utilizar de outras ferramentas de instrução mais flexíveis, como debates em sala de aula e atividades externas.